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*Vídeo: ParaibaOnline
O professor Leônidas Mendes, representante do Sindicato dos Professores da Rede Privada de Ensino de Campina Grande, denunciou nesta segunda-feira, 27, um cenário de impasse nas negociações salariais da categoria e alertou para o risco de um “apagão” de profissionais na educação.
Durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Caturité FM, o sindicalista afirmou que a data-base da categoria tem sido marcada por dificuldades de diálogo com o setor patronal.
Segundo Leônidas, os professores reivindicam um reajuste de 12% para os profissionais que recebem até o piso, além da reposição inflacionária com ganho real proporcional ao aumento das mensalidades escolares. No entanto, a proposta apresentada pelo sindicato patronal ficou muito abaixo do esperado.
“A categoria está reivindicando 12% de aumento para quem ganha até o piso […] O que recebemos do sindicato patronal foi uma proposta de R$ 0,31 centavos de aumento. O piso médio está em torno de R$ 11,50”, criticou.
O representante também destacou a desvalorização da profissão e os impactos disso no futuro da educação.
“Quem quer ser professor hoje? Eu pedi para meus alunos fazerem um teste informando aos pais que queriam ser professores para ver a reação deles. Estamos na iminência de um apagão dos professores”, alertou.
Leônidas revelou ainda que a baixa remuneração tem provocado desinteresse pela carreira e até distorções na atuação profissional.
“Nós estamos com um problema sério de mão de obra e desvios de funções. Temos engenheiros dando aula de matemática, engenheiros químicos dando aula de biologia e uma carência imensa por falta de perspectivas”, disse.
De acordo com ele, o salário médio de um professor da rede privada em Campina Grande gira em torno de R$ 1.600, valor considerado incompatível com as exigências da profissão.
“Numa sala de aula com até 60 alunos e manter esses alunos concentrados, longe das telas, não é simples”, acrescentou.
Atualmente, cerca de 8.500 professores atuam na rede privada da cidade, mas o nível de sindicalização ainda é considerado baixo, o que, segundo o representante, dificulta o fortalecimento das negociações.
Apesar do impasse, o sindicato afirma que segue aberto ao diálogo. Uma nova tentativa de mediação está prevista para a próxima quarta-feira, após cinco rodadas anteriores sem acordo.
“Na hora que os representantes dos estabelecimentos quiserem, iremos ao encontro deles, seja na sede do sindicato, na Delegacia do Trabalho ou na Justiça do Trabalho. Onde eles quiserem, nós iremos conversar”, concluiu.
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