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*Vídeo: ParaibaOnline
O presidente do Sindicato dos Ferroviários da Paraíba, José Cleofas Batista de Brito, defendeu a retomada do tradicional Trem do Forró e cobrou avanços na implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Campina Grande.
As declarações foram dadas durante entrevista ao Jornal da Manhã.
Segundo Keoflas, o Trem do Forró tem forte valor cultural e impacto direto na economia local, movimentando o turismo e gerando renda para diversos setores.
“O Trem do Forró já estava no coração dos campinenses. É um trem turístico que desenvolve o forró, com trios em todos os vagões. Ele movimentava toda a cadeia produtiva, desde músicos até o setor de turismo”, destacou.
Ele lembrou que o serviço foi interrompido em 2019 por questões de segurança na via férrea, mas ressaltou a importância de sua retomada.
“Turismo e transporte de passageiros não podem correr risco. O governo fez bem em parar, mas nós estamos na luta para que o trem volte, porque impacta toda a economia de Campina Grande e também de João Pessoa”, afirmou.
O sindicalista também explicou que o sindicato reúne trabalhadores ativos e aposentados do setor ferroviário, incluindo profissionais ligados à Companhia Brasileira de Trens Urbanos, que atua no transporte urbano em vários estados do Nordeste.
Em relação ao VLT, Keoflas cobrou maior agilidade nas obras e revelou que houve paralisação no projeto.
“A obra começou em setembro, parou em dezembro e só foi retomada agora em abril após cobranças. Fomos a Brasília, buscamos informações e pressionamos para a retomada”, disse.
Apesar de considerar o modal ferroviário um dos mais seguros do mundo, ele alertou que o sucesso do VLT depende diretamente da qualidade da infraestrutura e da integração com outros meios de transporte.
“A ferrovia é segura, mas a segurança começa na via férrea. É preciso uma malha bem estruturada. E mais: o VLT precisa ser integrado com ônibus e outros modais, como acontece em Recife. Sem isso, não será viável”, explicou.
Keoflas também defendeu a adoção de tarifa zero como forma de garantir o uso efetivo do sistema pela população.
“Se não tiver integração e uma política como tarifa zero, corre o risco de ser um VLT ‘para inglês ver’. A gente precisa que funcione de verdade”, pontuou.
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