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Foto: Ascom
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Novos detalhes da operação que afastou o prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto, revelam a estrutura de um suposto esquema que utilizava empresas terceirizadas para inserir pessoas ligadas a uma facção criminosa dentro da administração pública e desviar recursos milionários.
De acordo com a decisão do desembargador Ricardo Vital de Almeida, o modelo funcionava a partir de licitações sob suspeita de direcionamento, garantindo contratos a empresas específicas, que passariam a operar como base para contratações indicadas por integrantes do grupo criminoso.
Parte dos recursos pagos nesses contratos retornaria em forma de propina a agentes públicos e líderes da organização.
A investigação também aponta a existência de uma estrutura paralela de pagamentos, com uso de salários inflados, dinheiro em espécie e contas de terceiros para dificultar o rastreamento dos valores, indicando possível prática de lavagem de dinheiro.
Entre os citados está Rougger Guerra Junior, descrito como intermediador na conexão entre empresas e o poder público. Ele nega qualquer participação no esquema e informou que colocou o cargo à disposição.
O esquema, segundo a apuração, teria sido iniciado em gestões anteriores e mantido ao longo do tempo, com a utilização contínua de contratos e aditivos para sustentar a estrutura. A operação foi realizada em força-tarefa envolvendo a Polícia Federal, o Ministério Público da Paraíba e a Controladoria-Geral da União, e segue em andamento.
*com informações adicionais do g1pb
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