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Foto: Reprodução/Redes sociais
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A Justiça da Paraíba arquivou o inquérito que investigava a morte de um jovem atacado por uma leoa no zoológico do Parque Zoobotânico Arruda Câmara, conhecido como Bica, em João Pessoa. A decisão foi proferida pela juíza Michelini Jatobá, da 1ª Vara Regional de Garantias.
De acordo com a decisão, não foram encontrados indícios de culpa de terceiros ou de agentes públicos na morte de Gerson de Melo Machado, de 19 anos. O entendimento seguiu o posicionamento do Ministério Público da Paraíba, que também recomendou o arquivamento do caso.
Segundo a investigação, o jovem entrou voluntariamente no recinto do animal após escalar barreiras de proteção e utilizar uma árvore próxima para acessar o espaço da leoa. Testemunhas relataram que ele ignorou avisos de guardas municipais e de outras pessoas que estavam no local.
Durante a apuração, a Polícia Civil da Paraíba ouviu guardas municipais que presenciaram o fato, funcionários do parque, familiares da vítima e uma conselheira tutelar que acompanhava o jovem. Também foram realizados laudos periciais, incluindo exame no corpo e perícia no local.
Um relatório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis apontou que o zoológico segue as normas de segurança exigidas, com muros de cerca de oito metros de altura e telas inclinadas para evitar invasões. Com base nesses elementos, a Justiça concluiu que não houve negligência da administração do parque, de tratadores ou do estado da Paraíba.
A decisão também estabelece que, caso surjam novas provas relacionadas ao caso, o inquérito poderá ser reaberto.
O caso ocorreu no ano passado e ganhou grande repercussão após a circulação de um vídeo nas redes sociais mostrando o momento em que o jovem escala uma estrutura lateral do recinto e utiliza uma árvore para entrar no espaço onde estava a leoa. Logo após a invasão, ele foi atacado pelo animal e morreu em decorrência dos ferimentos.
Informações repassadas à imprensa indicavam que Gerson apresentava transtornos mentais. De acordo com relatos de uma conselheira tutelar, ele vivia em situação de vulnerabilidade social. A mãe do jovem teria esquizofrenia grave e perdeu a guarda dos cinco filhos. Os irmãos foram adotados, mas Gerson permaneceu sob acompanhamento do Conselho Tutelar até atingir a maioridade.
Após o ataque, a Prefeitura de João Pessoa informou que o jovem escalou rapidamente uma parede de mais de seis metros, passou pelas grades de segurança e usou uma árvore como apoio para entrar no recinto. O zoológico foi fechado logo após o ocorrido e as visitas foram suspensas.
*com informações adicionais do g1pb
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