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O Instituto Nacional do Semiárido (Insa) já está presente no cotidiano do povo nordestino, mas ainda precisa ser mais reconhecido e “sentido” pela população.
A avaliação é da diretora substituta da instituição, Dilma Trovão, durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Caturité FM.
“Eu acho que as pessoas ainda não se empoderaram do Insa. Nós somos parte dele, mas esse empoderamento ainda não aconteceu como poderia”, afirmou.
Segundo ela, embora o instituto esteja inserido em diversas ações práticas no território, muitas pessoas não associam diretamente essas iniciativas ao trabalho científico desenvolvido pela instituição.
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Dilma destacou que o Insa é referência na conservação da caatinga e nas pesquisas voltadas à vegetação do semiárido.
“Quando a gente pensa na caatinga, na conservação desse bioma, somos a instituição que trabalha essas questões. A caatinga não é algo distante, ela está no nosso dia a dia”, reforçou.
Um dos exemplos concretos citados foi o Sara (Sistema de Reúso de Água), tecnologia social desenvolvida e disseminada pelo instituto.
O sistema permite que pequenos produtores reutilizem a água doméstica para irrigar culturas como feijão, milho e palma forrageira durante o período de seca, garantindo produção e geração de renda mesmo em tempos de escassez.
Atualmente, são 372 unidades instaladas no semiárido, do norte de Minas Gerais até o Ceará.
“As pessoas que vivenciam essas ações sabem do Insa, mesmo que não saibam reverberar o nome. O Insa já é sentido. Mas queremos que seja muito mais”, afirmou.
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Ela também ressaltou que o desafio de aproximar a ciência da população não é exclusivo do instituto, mas uma questão estrutural no Brasil.
“As unidades de pesquisa fazem ciência, mas precisamos tornar essa ciência mais palatável, mais dialógica. As fake news ocuparam espaços porque não conseguimos comunicar a ciência de forma acessível.”
Dilma defendeu que a popularização do conhecimento é fundamental para fortalecer a relação entre pesquisa e sociedade.
Segundo ela, a ciência do semiárido precisa estar presente não apenas nas universidades, mas também nas feiras, nas praças e no cotidiano das cidades.
Entre os exemplos de impacto direto da pesquisa, ela citou o desenvolvimento do gado curraleiro adaptado ao semiárido, o fortalecimento da palma forrageira e até parcerias com a indústria têxtil, como o lançamento de 70 mil camisetas com tingimento orgânico baseadas em pesquisas do Insa, identificadas por QR Code que apresenta a cadeia produtiva vinculada à instituição.
“Durante muito tempo nos preocupamos apenas com a pesquisa em si. Agora, o desafio é popularizar, desmistificar e mostrar que a ciência está na vida das pessoas”, afirmou.
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