Paraíba

Missa encerra o lançamento da CF 2026 no Regional Nordeste II da CNBB

Da Redação*
Publicado em 21 de fevereiro de 2026 às 10:30

missa lancamento campanha da fraternidade 2026

Foto: Pascom/CG

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Após uma manhã intensa de formação, reflexão e partilha sobre o tema da Campanha da Fraternidade 2026 – “Fraternidade e Moradia” – e o lema “Ele veio morar entre nós”, o lançamento promovido pelo CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) Regional Nordeste 2 (PB, AL, PE e RN) foi encerrado com a celebração da Santa Missa na tarde desta sexta-feira, 20 de fevereiro, em Campina Grande.

O momento reuniu bispos, padres, diáconos e fiéis leigos das dioceses dos estados da Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Alagoas, fortalecendo a comunhão e a unidade pastoral do Regional.

A celebração aconteceu na Paróquia São João Paulo II e Nossa Senhora de Fátima, localizada no bairro habitacional Aluísio Campos, um cenário que dialoga diretamente com o tema da campanha.

A Santa Missa foi presidida por Dom Francisco de Sales, bispo presidente do Regional Nordeste 2, e contou com a pregação do bispo anfitrião, Dom Dulcênio Fontes de Matos, que destacou a necessidade de a Igreja ser presença concreta junto às famílias que mais necessitam de moradia digna.

Núcleo habitacional
O conjunto habitacional do bairro Aluísio Campos, entregue em 2019 com 4.100 unidades habitacionais destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade social, é hoje um dos maiores conjuntos habitacionais da região.

Antes mesmo da conclusão das casas, a Igreja Particular de Campina Grande, motivada pelo espírito de “Igreja em saída” tão incentivado pelo Papa Francisco, iniciou a construção da igreja matriz.

Em sua fala de acolhida, o pároco, padre Rodolfo Lucena, recordou o processo de implantação do bairro e os primeiros passos da presença da Igreja no local, destacando o empenho missionário desde a chegada de Dom Dulcênio à diocese.

Ele ressaltou o que chamou de “milagre da Paróquia no Aluísio Campos”, referindo-se ao impacto social e pastoral da iniciativa que uniu política pública e ação evangelizadora em favor das famílias que ali passaram a residir.

Ao final da celebração, Dom Paulo Jackson, bispo referencial para as Campanhas no Regional, agradeceu a acolhida fraterna da Diocese de Campina Grande e a dedicação de todos os envolvidos na organização do evento.

Em sua exortação, convidou os fiéis a viverem concretamente a Campanha da Fraternidade, permitindo que ela produza frutos de conversão e gestos reais de solidariedade.

Dom Francisco de Sales também expressou gratidão à Diocese de Campina Grande, na pessoa de Dom Dulcênio, destacando a alegria de estar em solo campinense e a hospitalidade recebida.

Em sua mensagem final, exortou os presentes a responderem com sinceridade ao chamado quaresmal de penitência, conversão e solidariedade, preparando-se com autenticidade para a Páscoa do Senhor.

Após a Missa, foi abençoado e inaugurado o monumento “Jesus sem teto”, inspirado no cartaz oficial da Campanha da Fraternidade deste ano.

A obra, que já possui réplicas em cidades como Toronto, Cafarnaum, na sede da ONU, no Rio de Janeiro e em Roma, agora também está presente em Campina Grande.

O monumento torna visível a realidade de tantas pessoas que não possuem moradia e reforça o apelo da Igreja para que a sociedade se comprometa com a dignidade humana, fazendo da fraternidade um caminho concreto de transformação social.

Dom Dulcênio convidou a uma “arqueologia do coração”, propondo uma conversão que ultrapasse práticas externas. Recordou que fomos criados para Deus e só n’Ele encontramos repouso. Contudo, essa morada espiritual se concretiza no cuidado com o irmão.

“Não se trata apenas de mudar comportamentos externos, mas de permitir que a Palavra de Deus julgue as nossas estruturas de vida. Além de realizar (em nós) uma profunda metanóia. Fomos criados por Ele e para Ele, e nossa alma só repousa quando ´mora´ na Sua vontade. No entanto, essa ´morada em Deus´ não é uma abstração; ela se encarna na forma como cuidamos uns dos outros nesta nossa casa comum”, iniciou a pregação.

Ao refletir sobre Isaías, o bispo denunciou o jejum vazio e destacou que o verdadeiro culto passa pela justiça: libertar, repartir e acolher. A terra é dom divino e bem comum; por isso, a moradia digna não é privilégio, mas expressão da dignidade humana.

“O verdadeiro jejum não é subir a voz ao céu, mas abaixar-se até o oprimido. […] Quando a Campanha da Fraternidade 2026 nos fala de Moradia, ela se fundamenta neste imperativo de Isaías: ´recolher em casa os pobres sem abrigo´. No hebraico, a expressão para ´pobres sem abrigo´ alude aos ´errantes´, àqueles que perderam o seu lugar no mundo. Teologicamente, privar alguém de um teto é uma forma de exílio forçado dentro da própria pátria”, pregou.

Por fim, Dom Dulcênio exortou a Igreja a ser casa de portas abertas e comunidade acolhedora. Invocou, em sintonia com o chamado de Papa Leão XIV, que a fraternidade vence o egoísmo e reconstrói laços. A Eucaristia deve nos impulsionar a garantir não só o pão do altar, mas também o pão do teto´.

*Com informações de Pascom/CG

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