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Foto: Secom-PB/Arquivo
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*Vídeo: ParaibaOnline
O diretor da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Lucílio Vieira, explicou que os hidrômetros têm vida útil limitada e que, após cerca de cinco anos de funcionamento, podem apresentar desgaste interno capaz de comprometer a medição correta do consumo de água.
Segundo ele, o equipamento possui uma engrenagem interna responsável por registrar o volume de água que passa pelo imóvel. Com o tempo, essa engrenagem sofre desgaste natural.
“A partir de cinco anos, a engrenagem interna do hidrômetro já está desgastada. Quando passa, por exemplo, um metro cúbico de água, ele pode não ter mais força suficiente para girar a engrenagem e contar corretamente. Pode passar um metro e ele registrar 0,8 ou 0,9.”
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Lucílio explicou que, em estágios mais avançados de desgaste, o hidrômetro pode até parar de registrar o consumo, mesmo com água passando pela tubulação. “Chega a parar. Está passando água, mas ele não está girando. Não é porque quebrou ou travou, é porque a água já não tem força suficiente para girar a engrenagem nas ranhuras internas e formar o giro que faz a contagem.”
Vazamentos internos não são responsabilidade da Cagepa
O diretor também esclareceu que vazamentos dentro do imóvel são de responsabilidade do proprietário e não podem ser solucionados diretamente pela companhia. “Vazamentos internos, dentro do domicílio, não são responsabilidade da Cagepa.”
Ele destacou que muitos aumentos inesperados na conta estão relacionados a vazamentos ocultos, como descargas com defeito, caixas d’água com boias danificadas ou tubulações subterrâneas.
Conta fora da média já vem com aviso
Lucílio ressaltou ainda que, quando o consumo mensal foge da média histórica do cliente, a própria fatura já traz um alerta orientando a verificação de um possível vazamento.
“Se a média do cliente é 20 metros cúbicos e, em determinado mês, a conta vem 40, a Cagepa emite um aviso na área de anotações informando que o consumo veio fora da média e orientando observar a possibilidade de vazamento.”
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Ele explicou que, na primeira ocorrência fora do padrão, a Cagepa já realiza o refaturamento com base na média habitual do imóvel. “No primeiro mês em que a conta vem fora da média, a Cagepa já refatura para a média e envia o aviso. Mas quase ninguém lê a conta além do valor.”
Segundo o diretor, muitos consumidores apenas observam o valor final e deixam de verificar informações importantes que constam na própria fatura.
A orientação da Cagepa é que os moradores acompanhem regularmente o histórico de consumo, leiam atentamente as observações na conta e verifiquem qualquer variação incomum para evitar prejuízos financeiros e desperdício de água.
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