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*Vídeo: ParaibaOnline
O diretor da Cagepa Borborema, Lucílio Vieira, esclareceu dúvidas frequentes da população de Campina Grande sobre a presença de ar na tubulação e a suposta cobrança indevida nas contas de água. Segundo ele, estudos técnicos apontam que a influência do ar no hidrômetro é limitada e não representa a totalidade do consumo registrado.
Lucílio destacou que o tema foi debatido durante congresso da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), em Brasília, onde foi apresentado um estudo da Sabesp sobre o assunto.
“No ano passado participamos de um congresso da Abes em Brasília e lá foi apresentado um estudo mostrando que a influência de ar em hidrômetro pode onerar a conta em até 20%. Ou seja, se você não tiver nenhum consumo de água e for só passar ar, o máximo que pode aumentar seria em torno de 20%.”
Cagepa explica intermitência no abastecimento de água em Campina Grande
Ele explicou de forma didática que, se uma conta registra 10 metros cúbicos, mesmo em uma situação de forte presença de ar, apenas cerca de 2 metros cúbicos poderiam corresponder ao ar.
Por que o ar aparece na rede?
De acordo com o diretor, o ar surge principalmente quando há intermitência no abastecimento, sobretudo em áreas mais altas da cidade.
“Quando existe intermitência no abastecimento e em áreas mais altas, como no Alto Branco, essa água desce na tubulação. O ideal seria que, quando houvesse interrupção, todas as pessoas fechassem as torneiras para manter a rede pressurizada, mas isso não acontece.”
Cagepa faz previsão de retomada do abastecimento na zona rural de Lagoa Seca
Lucílio explicou que, durante a suspensão, moradores de áreas mais baixas continuam consumindo a água que permanece na rede, enquanto as regiões mais altas ficam desabastecidas primeiro. Isso provoca a entrada de ar na tubulação.
Por que a água demora a voltar?
Outro ponto abordado foi o retorno gradativo do abastecimento após interrupções programadas ou emergenciais. Segundo o diretor, a rede fica despressurizada durante a suspensão e precisa ser reativada de forma controlada.
“Quando há uma interrupção, toda a rede é despressurizada porque a população continua utilizando a água que está na tubulação. Quando o abastecimento volta, precisa ser de maneira gradativa. Se voltar com toda a pressão de uma vez, a tubulação pode romper.”
Ele ressaltou que, dependendo da localização e da estrutura da rede, algumas áreas podem permanecer abastecidas por mais tempo, mesmo durante avisos de suspensão. “Tem locais que conseguem ficar até 24 horas sem serem afetados, dependendo da tubulação e da divisão de zonas. Isso aconteceu muito no período mais crítico de racionamento.”
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