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Diretor da Cagepa explica influência de ar no hidrômetro e por que água demora a voltar

Da Redação
Publicado em 19 de fevereiro de 2026 às 12:44

lucilio vieira

Foto: ParaibaOnline

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*Vídeo: ParaibaOnline

O diretor da Cagepa Borborema, Lucílio Vieira, esclareceu dúvidas frequentes da população de Campina Grande sobre a presença de ar na tubulação e a suposta cobrança indevida nas contas de água. Segundo ele, estudos técnicos apontam que a influência do ar no hidrômetro é limitada e não representa a totalidade do consumo registrado.

Lucílio destacou que o tema foi debatido durante congresso da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), em Brasília, onde foi apresentado um estudo da Sabesp sobre o assunto.

“No ano passado participamos de um congresso da Abes em Brasília e lá foi apresentado um estudo mostrando que a influência de ar em hidrômetro pode onerar a conta em até 20%. Ou seja, se você não tiver nenhum consumo de água e for só passar ar, o máximo que pode aumentar seria em torno de 20%.”

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Ele explicou de forma didática que, se uma conta registra 10 metros cúbicos, mesmo em uma situação de forte presença de ar, apenas cerca de 2 metros cúbicos poderiam corresponder ao ar.

Por que o ar aparece na rede?
De acordo com o diretor, o ar surge principalmente quando há intermitência no abastecimento, sobretudo em áreas mais altas da cidade.

“Quando existe intermitência no abastecimento e em áreas mais altas, como no Alto Branco, essa água desce na tubulação. O ideal seria que, quando houvesse interrupção, todas as pessoas fechassem as torneiras para manter a rede pressurizada, mas isso não acontece.”

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Lucílio explicou que, durante a suspensão, moradores de áreas mais baixas continuam consumindo a água que permanece na rede, enquanto as regiões mais altas ficam desabastecidas primeiro. Isso provoca a entrada de ar na tubulação.

Por que a água demora a voltar?
Outro ponto abordado foi o retorno gradativo do abastecimento após interrupções programadas ou emergenciais. Segundo o diretor, a rede fica despressurizada durante a suspensão e precisa ser reativada de forma controlada.

“Quando há uma interrupção, toda a rede é despressurizada porque a população continua utilizando a água que está na tubulação. Quando o abastecimento volta, precisa ser de maneira gradativa. Se voltar com toda a pressão de uma vez, a tubulação pode romper.”

Ele ressaltou que, dependendo da localização e da estrutura da rede, algumas áreas podem permanecer abastecidas por mais tempo, mesmo durante avisos de suspensão. “Tem locais que conseguem ficar até 24 horas sem serem afetados, dependendo da tubulação e da divisão de zonas. Isso aconteceu muito no período mais crítico de racionamento.”

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