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Foto: Pascom/CG
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A Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição, Igreja-Mãe da Diocese de Campina Grande, acolheu nesta quarta-feira, 18, centenas de fiéis para a celebração da Quarta-feira de Cinzas, que marca o início do santo tempo da Quaresma.
Ao longo do dia, foram celebradas três missas. A última, às 17h, foi presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, que em sua homilia, propôs uma profunda reflexão a partir de três atitudes essenciais para o caminho quaresmal: “escutar, jejuar e amar”.
A celebração contou com a concelebração do padre Luciano Guedes, pároco da Catedral e vigário geral da Diocese, além da assistência litúrgica dos diáconos Anderson e Ricardo, e dos seminaristas.
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Sentido da Quarta-feira de Cinzas
A Quarta-feira de Cinzas celebra o início da Quaresma, período de 40 dias de preparação para a Páscoa no calendário litúrgico cristão.
É um tempo forte de reflexão, arrependimento e conversão, no qual os fiéis são convidados a intensificar a vida espiritual por meio da oração, do jejum e da caridade.
Durante a celebração, os fiéis recebem a imposição das cinzas, sinal de humildade e penitência.
As cinzas, geralmente provenientes dos ramos utilizados no Domingo de Ramos do ano anterior, são impostas na testa ou sobre a cabeça com as palavras: “Lembra-te que és pó e ao pó voltarás” ou “Convertei-vos e crede no Evangelho”.
O gesto recorda a fragilidade humana e a necessidade de reconciliação com Deus.
Mais do que um rito externo, a Quarta-feira de Cinzas é um convite à renovação interior.
Ao iniciar a caminhada quaresmal, a Igreja conclama os cristãos a prepararem o coração para celebrar a Páscoa do Senhor com fé renovada, espírito de penitência e compromisso concreto com o amor ao próximo.
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Pregação
Dom Dulcênio refletiu sobre a primeira mensagem quaresmal do Papa Leão XIV, relacionando-a ao tripé que sustenta a Quaresma: oração, penitência e caridade.
Com o tema “Escutar e jejuar”, o Papa propõe um caminho concreto de renovação espiritual. Dom Dulcênio ressaltou que a Palavra de Deus é o instrumento dessa transformação, pois, acolhida com docilidade, renova a decisão de seguir Cristo no caminho que conduz à Páscoa.
“Tendo a Palavra de Deus como principal artífice deste nosso esforço pessoal, exorta-nos a que nos deixemos alcançar pela Palavra e a acolhamos com docilidade de espírito, vinculando “o dom da Palavra de Deus, a hospitalidade que lhe oferecemos e a transformação que ela realiza”, renovando “a decisão de seguir Cristo, percorrendo com Ele o caminho que sobe a Jerusalém, onde se realiza o mistério da sua paixão, morte e ressurreição”, a Sua Páscoa, portanto”, disse o prelado.
Ao falar sobre a oração, o bispo enfatizou que escutar Deus é o primeiro passo para uma relação verdadeira com Ele.

Foto: Pascom/CG
A escuta atenta educa o coração a discernir a voz que clama no sofrimento e na injustiça, tornando a fé mais comprometida com a realidade.
“Escutar Deus é o primeiro sinal com que se manifesta o desejo de entrar em relação com o outro”; com este grande Outro, Deus, que nos envolve e, hoje, também vem até nós com os pensamentos que fazem vibrar o seu coração. Por isso, escutar a Palavra na liturgia educa-nos para uma escuta mais verdadeira da realidade”, enfatizou Dom Dulcênio.
Sobre a penitência, ele explicou que o jejum é prática que dispõe a alma para acolher a Palavra, disciplina os desejos e recorda que a vida vai além das necessidades materiais. Trata-se de exercício de liberdade interior e de vigilância espiritual.
“O jejum, sobretudo, é um exercício ascético muito antigo e insubstituível no caminho da conversão. Precisamente porque implica o corpo, torna mais evidente aquilo de que temos ‘fome’ e o que consideramos essencial para o nosso sustento, pois, como sabemos pelo Evangelho das tentações do Senhor, ´não só de pão vive o homem´ (Mt 4,4)”, explicou.
Por fim, o bispo destacou que a caridade vai além da ajuda material e inclui atitudes concretas, inclusive no modo de falar e de se relacionar. A Quaresma deve transformar também nossa linguagem e nossas escolhas diárias.
“Comecemos por desarmar a linguagem, renunciando às palavras mordazes, ao juízo temerário, ao falar mal de quem está ausente e não se pode defender, às calúnias. Em vez disso, esforcemo-nos por aprender a medir as palavras e a cultivar a gentileza: na família, entre amigos, nos locais de trabalho, nas redes sociais, nos debates políticos, nos meios de comunicação social, nas comunidades cristãs”, findou o bispo campinense.
*com informações pascom/cg
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