Paraíba

Chefe de gabinete: Prefeitura de Campina trabalha para regularizar salários da Saúde

Da Redação
Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 12:46

Palacio do Bispo

Foto: Codecom-CG/Arquivo

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*Vídeo: ParaibaOnline

O chefe de gabinete da Prefeitura de Campina Grande, Fábio Ramalho, afirmou em entrevista à Rádio Caturité FM que a gestão municipal está concentrando esforços para regularizar os pagamentos dos servidores da Saúde. Segundo ele, o prefeito e toda a equipe econômica estão atuando diretamente para equilibrar as contas diante do alto custo do setor e da insuficiência de repasses federais.

“Estamos focados nisso, o prefeito e toda a equipe. Não tenho dúvidas de que estamos trabalhando para regularizar esses pagamentos, até porque o maior patrimônio do município é o servidor público”, declarou.

Fábio explicou que atualmente cerca de 60% do custo da Saúde de Campina Grande é pago com recursos próprios do município, mesmo sendo uma responsabilidade que, segundo ele, deveria ter maior participação do governo federal. Ele destacou que muitos programas federais não são custeados integralmente pela União, sobrecarregando os cofres municipais.

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“Temos programas em unidades de saúde da família que são 40% bancados pelo governo federal e 60% pelo município. Campina ultrapassa duzentas unidades. Quando você pega governo que cria programa e não repassa, a conta fica para o município”, afirmou.

O chefe de gabinete também exemplificou a defasagem nos valores pagos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em consultas especializadas. “Se qualquer um de nós for ao cardiologista vai pagar R$ 250. O SUS não paga R$ 80. O resto fica para o município”, pontuou. Ele acrescentou que os recursos destinados à farmácia básica também são insuficientes. “O que chega para compra de medicamento não dá 30% do necessário”, disse.

Outro fator que tem impactado as finanças da Saúde, segundo Fábio Ramalho, é a dependência das emendas parlamentares para complementar o custeio do setor. Ele afirmou que a demora na aprovação do orçamento federal no ano passado prejudicou o envio desses recursos.

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“Hoje, infelizmente, 80% a 90% dos municípios do Brasil dependem das emendas na saúde para aglutinar e complementar folha de pagamento. Com a demora do orçamento do ano passado, essas emendas tardaram e não chegaram em Campina o que era para ter chegado”, explicou.

Apesar das dificuldades, Fábio reforçou que a prioridade da gestão é garantir o pagamento dos profissionais da Saúde e manter o funcionamento da rede municipal. “Estamos focados em resolver, porque sabemos da importância de cada servidor para o funcionamento da cidade”, concluiu.

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