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Foto: ParaibaOnline
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A Rádio Caturité FM esteve na Feira Central de Campina Grande para ouvir os comerciantes sobre a expectativa em torno da anunciada reforma do local, uma pauta antiga que atravessa décadas e segue gerando esperança, mas também desconfiança entre os feirantes.
Com mais de 30 anos de atuação na feira, Elias Ambrósio afirmou que a reforma é aguardada há muito tempo e que a falta de estrutura já compromete o funcionamento do espaço. “Esperamos por essa reforma há muito tempo. A feira está acabando por falta de uma boa estrutura. “Do jeito que está, isso acaba prejudicando o fluxo de clientes”, completou.
Outro comerciante com mais de três décadas de trabalho no local, José Marcolino da Silva, destacou que a promessa da reforma o acompanha desde que iniciou suas atividades na feira. “Desde que comecei a trabalhar aqui, essa reforma é prometida”, afirmou.
Ele lembrou ainda de projetos anunciados ao longo dos anos, como a construção de um terminal rodoviário próximo à sua banca, que nunca saiu do papel. “Para mim, isso é jogo político”, disse, demonstrando ceticismo.
Primeira etapa da reforma da Feira Central de Campina Grande é iniciada
Apesar da desconfiança, José Marcolino reconhece que, caso a reforma seja realizada, os benefícios seriam significativos. “Se sair, melhor para os comerciantes, para os clientes e para os turistas. Aqui precisa de melhorias, principalmente na higiene. Tem lugares com mau cheiro que afastam as pessoas”, destacou.
Com mais de 50 anos de história na Feira Central, Luiz Carlos também falou sobre a longa espera por mudanças estruturais no local. “Há quinze anos ouvimos falar sobre a reforma. Estou esperando. Só acredito quando eu ver, mas se houver, haverá melhora para os fregueses e pra gente”, comentou.
Já o senhor Severino, que também atua há cerca de 50 anos na feira, afirmou que a discussão sobre a reforma é ainda mais antiga, remontando às décadas de 1980 e 1990. “Essa conversa de reforma existe há uns 35 ou 40 anos. Já tiveram vários projetos, inclusive mirabolantes, que eu olhei e pensei: isso não sai do papel”, relembrou.
Apesar de torcer para que a obra finalmente comece, Severino acredita que a reforma, se iniciada, dificilmente será concluída no atual governo, devido à complexidade do projeto. “É uma obra grande. Se começar, acho difícil terminar nesse governo”, avaliou.
Ele também reforçou a necessidade de melhorias amplas no espaço. “Precisa melhorar tudo: organização, estrutura e estacionamento. A feira precisa ser vista de forma mais positiva pelos consumidores”, concluiu.
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