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Foto: ParaibaOnline/Arquivo
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Durante uma reunião no Ministério Público da Paraíba (MPPB) para discutir a situação ambiental do Açude Velho, em Campina Grande, o prefeito Bruno Cunha Lima fez duras críticas ao despejo irregular de esgoto no principal cartão-postal da cidade e defendeu a responsabilização dos envolvidos, incluindo empresas públicas e privadas.
Segundo o gestor, o problema é antigo e já é de conhecimento dos órgãos competentes. “Eu arrisco dizer que esse despejo irregular de esgoto ali no açude é tão antigo quanto muitos de nós ou até mais antigo do que muitos de nós que estamos aqui. Isso já se sabe há muito tempo. Infelizmente, esse esgoto é sim diariamente despejado”, afirmou Bruno Cunha Lima.
O prefeito destacou que a Cagepa, companhia responsável pelo saneamento, já foi autuada em outras ocasiões. “Sob o conhecimento da Cagepa, em 2022 ela foi autuada para apresentar defesa. Essa defesa não foi acatada e a autuação foi convertida, em 2023, em multa. No ano passado, ela também foi autuada por despejo irregular de esgoto, não no Açude Velho, mas no Aluízio Campos, e isso é frequente”, ressaltou.
Bruno Cunha Lima reforçou que, após a identificação dos problemas, é fundamental buscar a responsabilização. “A gente precisa, ao identificar os problemas, buscar a responsabilização das pessoas envolvidas, sejam pessoas físicas, sejam empresas, inclusive empresas públicas, como é o caso da Cagepa”, disse.
Além da cobrança institucional, o prefeito chamou atenção para a necessidade de conscientização da população, relacionando o problema do esgoto ao descarte irregular de lixo. “Campina Grande tem uma das coletas de lixo domiciliar mais regulares do país, mas ainda tem gente que insiste em jogar lixo em terrenos ou colocar lixo na rua fora do horário de coleta. Seja com entulho, lixo domiciliar, lixo empresarial ou esgoto, é preciso uma grande lógica de conscientização por parte da sociedade”, pontuou.
Por fim, Bruno Cunha Lima alertou para os impactos financeiros desse comportamento. “São milhões e milhões de reais do pagador de impostos gastos todos os anos, recursos que poderiam ser investidos em áreas mais estratégicas, mas que infelizmente ainda são necessários por falta de consciência, seja das empresas, seja das pessoas”, concluiu.
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