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Foto: ParaibaOnline/Arquivo
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Nesta segunda-feira (19), o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União Brasil), voltou a responsabilizar a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) pela recente crise ambiental no Açude Velho, principal cartão-postal da cidade.
A declaração foi feita durante uma reunião entre o Ministério Público da Paraíba (MPPB), a Prefeitura de Campina Grande e órgãos ambientais, que discutiu ações de médio e longo prazo para enfrentar os problemas ambientais registrados no manancial.
Em entrevista à imprensa, o gestor municipal detalhou as atribuições de cada ente envolvido.
“Da Prefeitura cabe a gestão das águas pluviais oriundas de chuva, toda a parte de drenagem é responsabilidade do poder público municipal”, afirmou.
Segundo Bruno Cunha Lima, a responsabilidade pelo abastecimento de água e pelo sistema de esgotamento sanitário cabe à Cagepa.
“A Cagepa é a responsável pela gestão de água e esgoto da cidade de Campina Grande e da Paraíba”, enfatizou.
O prefeito ressaltou que o problema não é recente e que a companhia já havia sido notificada anteriormente.
“Não é cabível imaginar que não se tenha conhecimento. Muito pelo contrário, ainda em 2022 foram feitas notificações e, em 2025, também foi feita a notificação com relação à destinação ilegal de esgoto dentro do Aluísio Campos”, destacou.
Bruno Cunha Lima também citou outros episódios envolvendo a Cagepa no município, criticando as ações do órgão.
“Com todo respeito aos bons funcionários da Cagepa, mas a Cagepa é uma antiga conhecida da cidade, seja no que diz respeito à falta d’água em comunidades como o distrito de Galante, que passa de 30 a 60 dias sem água, o Sítio Tambor, em São José da Mata, e a zona rural de Campina Grande”, disse.
O prefeito lembrou ainda o rompimento do reservatório em novembro de 2025, enfatizando falhas na manutenção de estruturas da companhia.
“Muito recentemente nós assistimos, mais uma vez, infelizmente, ao que aconteceu com a falta de manutenção numa das caixas de reservatório aqui da cidade, que fez com que se rompesse um reservatório e uma pessoa, inclusive, fosse vitimada”, recordou.
Para o gestor, a atuação do Ministério Público é essencial para o enfrentamento do problema ambiental.
“Esse encontro com o Ministério Público eu considero que é fundamental para que o Ministério Público continue fazendo o acompanhamento e a fiscalização que já faz e que é necessário ser feito para coibir a destinação irregular e ilegal de esgoto em um dos principais cartões-postais da cidade”, afirmou.
Bruno Cunha Lima informou que a Prefeitura apresentou relatórios detalhados ao MPPB.
“A gente também tem a oportunidade de entregar ao Ministério Público, ao doutor Hamilton, os relatórios de todos os processos de fiscalização no que diz respeito a mais de 60 imóveis que já foram fiscalizados e que vêm sendo fiscalizados desde o ano passado. Não é só agora, nesse instante de crise”, revelou.
Segundo ele, cópias das notificações também foram entregues para maior avaliação.
“A gente entregou pessoalmente cópia de todas as notificações que foram feitas a esses imóveis ao longo de praticamente quase um ano. Já identificamos alguns deles. A maioria está regular no que diz respeito ao sistema de esgoto, mas tem um número considerável de imóveis que estão, sim, destinando o esgoto, jogando esgoto ali nas imediações do Açude Velho”, concluiu.
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