Fechar
O que você procura?
Paraíba
Foto: Frame/TV Paraíba
Continua depois da publicidade
Continue lendo
*Vídeo: ParaibaOnline
A Prefeitura de Campina Grande já retirou mais de 10 toneladas de peixes mortos do Açude Velho, após um episódio registrado no último fim de semana e que chamou a atenção da população. O balanço foi apresentado pelo secretário de Serviços Urbanos e Meio Ambiente, Dorgival Vilar, em entrevista à Rádio Caturité FM, ao explicar as causas do problema e as medidas adotadas pelo município.
De acordo com o secretário, a mortandade está diretamente ligada ao processo de eutrofização, fenômeno ambiental provocado pelo acúmulo excessivo de nutrientes na água, como fósforo e nitrogênio. Esse excesso acelera a proliferação de algas e microrganismos, que consomem o oxigênio disponível na água, comprometendo a sobrevivência dos peixes.
“O que aconteceu no Açude Velho é consequência direta da eutrofização. Tivemos a proliferação intensa de algas, seguida da morte dessas algas, o que reduziu drasticamente o oxigênio da água, levando à morte dos peixes”, explicou Dorgival Vilar.
Segundo ele, fatores como altas temperaturas, baixo volume de água e lançamento irregular de esgoto contribuíram para agravar a situação. Durante o evento, a água do açude apresentou mudança visível de coloração, passando do tom esverdeado, típico da fotossíntese das algas, para tons mais escuros após a decomposição do material orgânico.
Operação de retirada mobiliza mais de 60 pessoas
A operação de remoção dos peixes mortos envolve mais de 60 profissionais, além do uso de equipamentos especializados. O trabalho segue protocolos técnicos para evitar a contaminação do ambiente e preservar os peixes ainda vivos.
“Estamos fazendo a retirada com muito cuidado, justamente para não revolver os sedimentos do fundo do açude e não causar ainda mais impacto ambiental”, destacou o secretário.
A intervenção emergencial continuará até a conclusão total da retirada dos animais mortos. Logo após essa etapa, a prefeitura dará início a uma ação paliativa de oxigenação da água, com a instalação de aeradores e um sistema de ventilação.
Veja imagens da mortandade de peixes (aproveite e se inscreva em nosso Instagram)
Volume de água baixo e assoreamento preocupam
Atualmente, o Açude Velho apresenta um volume de água considerado baixo, com grande parte do espelho d’água variando entre 20 e 30 centímetros de profundidade. Em alguns pontos isolados, a profundidade chega a cerca de 3 metros, mas o assoreamento é significativo, com bolsões de areia visíveis em diversas áreas.
Estudos conduzidos pela Secretaria de Obras e pela Secretaria de Planejamento indicam que o assoreamento é mais acentuado na região central do açude, justamente onde se concentram os pontos de maior profundidade.
Revitalização definitiva está em planejamento
Como solução definitiva, a gestão municipal trabalha em um projeto de revitalização completa do Açude Velho, que inclui a dragagem para remoção do assoreamento e a correção dos pontos de lançamento de esgoto. O projeto está sendo desenvolvido em parceria com a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), com previsão de conclusão entre 90 e 120 dias.
A expectativa da prefeitura é que a obra de requalificação comece no segundo semestre de 2026.
“A curto prazo, vamos melhorar a oxigenação da água. A longo prazo, a única solução é a revitalização completa do Açude Velho, com dragagem e correção estrutural. Esse é um compromisso da gestão”, concluiu Dorgival Vilar.
Veja também:
Campina Grande registra redução significativa no descarte irregular de lixo em 2025
Feira Central de Campina: revitalização terá indenização e remanejamento gradual de feirantes
© 2003 - 2026 - ParaibaOnline - Rainha Publicidade e Propaganda Ltda - Todos os direitos reservados.