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Foto: Ascom/FCJA
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tradicional Feira dos Aromas, da Fundação Casa de José Américo (FCJA), inicia suas atividades de 2026 neste sábado (10), marcando a data do aniversário de 139 anos de nascimento do patrono da instituição.
Em parceria com a Secretaria de Estado do Desenvolvimento Humano (Sedh), a Feira dos Aromas, que funcionava às sextas-feiras, a partir de agora ficará aberta ao público semanalmente aos sábados, mantendo o mesmo horário: das 8h às 14h.
A feira coloca à disposição do público (visitantes locais e turistas) uma variedade de atrações e serviços e a FCJA está localizada à Avenida Cabo Branco, 3336, na orla de João Pessoa. “A feira diz muito de José Américo, que sempre prezou no seu espaço de morada a presença do pomar, de jardins, canteiros de ervas medicinais, condimentos e de vegetais em convivência com a natureza”, ressalta o presidente da FCJA, Fernando Moura. “O retorno da Feira dos Aromas aos sábados e nesta data especial é uma forma simbólica de marcarmos o aniversário de nascimento de Zé Américo”.
Na Feira dos Aromas, o consumidor encontra produtos orgânicos, vindos diretamente da roça e com preços acessíveis. Com seus sabores, cheiros e sons, a feira dispõe de frutas, tubérculos, ovos, verduras, livros, artesanato, música, gastronomia regional e plantas ornamentais. E, ao frequentar o evento semanal, o visitante também tem a oportunidade de conferir detalhes da vida e obra do patrono da FCJA, no Museu Casa de José Américo, onde o escritor e político paraibano viveu expressiva parte de sua vida. O espaço abriga mobiliário original da época, obras de arte, objetos de uso pessoal, comendas, biblioteca e arquivo fotográfico.
Acessibilidade e inclusão – Os sábados da FCJA prometem ficar ainda mais movimentados em 2026. Além dos visitantes das dependências da instituição e dos frequentadores da Feira dos Aromas, o local na Praia do Cabo Branco já recebe um público bastante distinto que se reúne para promover a inclusão e fomentar o acesso de pessoas com deficiência para momentos de lazer, esporte, arte e cultura na capital paraibana. São os integrantes do programa Acesso Cidadão, que reúne voluntários e pessoas com deficiência (PcD), para proporcionar banhos de mar e partidas de vôlei destinados a um público que, de outra forma, não teria acesso ao espaço da praia.
Numa parceria da FCJA com a Fundação Centro Integrado de Apoio à Pessoa com Deficiência (Funad), a ONG AC Social, o Corpo de Bombeiros da Paraíba e a Prefeitura de João Pessoa (PMJP), o Acesso Cidadão inicia suas atividades semanais nos sábados, a partir das 8h, e que se estendem até ao meio-dia. Para participar, não é necessário fazer nenhum cadastro antecipado. “Chegou, a pessoa é atendida”, avisa Janete Rodriguez, gerente do Museu Casa de José Américo e coordenadora do programa de acessibilidade.
Ela destaca que, apesar do foco do programa ser as pessoas com deficiência, a equipe que promove o Acesso Cidadão entende que acessibilidade é uma necessidade de diversos públicos. Dessa maneira, também recebe idosos, crianças com câncer e qualquer pessoa cuja participação plena em espaços públicos esteja sendo obstruída.
“Faça sol ou chuva, estamos todos os sábados na orla, bem em frente à FCJA. Armamos tendas para nos proteger do sol, também as usamos em dias de chuva. Ficamos abrigados sob elas, lanchando e conversando, mas ninguém deixa de participar. Mantemos um espaço de interação, onde as pessoas podem exercer sua plena cidadania”, garante Janete Rodriguez.
Aniversário de criação – A Fundação Casa de José Américo (FCJA) comemorou, no último dia 10 de dezembro, os seus 45 anos de criação. “A Fundação chega aos 45 anos consolidada no seu papel essencial, que é de conservar, manter, expandir, partilhar a cultura, a memória e o pensamento literário, político, filosófico de José Américo de Almeida”, avalia o presidente Fernando Moura.
E ele completa: “Aos 45 anos, ela já passou por várias etapas, sempre alcançando um degrau a mais no processo de estabilização e excelência, na guarda e difusão de anos de pesquisas. Por mais conservado que esteja esse material, se a gente não dá vasão, fica apenas o material guardado. E ele tem que ter utilidade, tem que ter aplicação, e a aplicação é voltada exatamente para a sociedade”.
A Fundação Casa de José Américo foi criada pela Lei Estadual 4.195, de 10 de dezembro de 1980, sendo inaugurada em janeiro de 1982, para preservar a memória do escritor e político José Américo de Almeida. A instituição funciona como um centro cultural e museu na antiga residência de José Américo, na Praia do Cabo Branco, na orla da capital paraibana, com acervos, biblioteca e ações culturais.
O romancista, ensaísta, poeta, cronista, político, advogado, professor universitário, folclorista e sociólogo José Américo de Almeida, também chamado de Zé Américo, nasceu em 10 de janeiro de 1887, na cidade de Areia, e morreu aos 93 anos, a 10 de março de 1980, em João Pessoa.
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