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Foto: Freepik
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O presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino de Campina Grande, Paulo Loureiro, concedeu entrevista à Rádio Caturité FM nesta quinta-feira (8) e falou sobre a atualização das mensalidades escolares, a estrutura do setor educacional privado no município e os desafios do calendário letivo para o ano que se inicia.
Segundo Paulo Loureiro, o sindicato reúne atualmente cerca de 38 escolas filiadas, que representam aproximadamente 70% do alunado da rede privada, embora Campina Grande conte com cerca de 150 instituições de ensino particular, em sua maioria voltadas à educação infantil e ao ensino fundamental anos iniciais. “Temos um número expressivo de escolas na cidade, especialmente aquelas que atendem crianças a partir dos dois anos até o quinto ano do ensino fundamental”, explicou.
Sobre o reajuste das mensalidades, o presidente destacou que a decisão é unilateral de cada escola, sem qualquer alinhamento coletivo de preços.
“A mensalidade escolar é uma decisão de cada instituição. Não existe orientação ou tabelamento por parte do sindicato. A legislação que trata desse tema estabelece que cada escola deve apurar seus custos, despesas e investimentos previstos para o ano seguinte, inclusive no projeto político-pedagógico, para então definir seus valores”, afirmou.
Paulo Loureiro ressaltou que diversos fatores pressionam os custos das escolas, como o novo ensino médio, o aumento da carga horária, a inclusão de alunos com necessidades especiais — que muitas vezes exige profissionais adicionais — e o uso crescente da tecnologia no processo educacional.
“Hoje temos uma geração que demanda cada vez mais tecnologia em sala de aula. Isso gera custos, mas é um investimento necessário para a qualidade do ensino”, pontuou.
Questionado sobre o índice médio de reajuste, ele explicou que não há um percentual fixo, mas que os ajustes têm ficado, em média, entre 10% e 13%, variando conforme a realidade de cada instituição.
O presidente do sindicato também comentou o cumprimento dos 200 dias letivos, diante do grande número de feriados em 2026. Segundo ele, os calendários escolares já estão sendo adaptados.
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