Paraíba

Dom Dulcênio: “Muitas vezes desejamos uma paz desencarnada”

Da Redação*
Publicado em 1 de janeiro de 2026 às 20:34

dom dulcenio missa

Foto: Pascom/CG

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Na noite desta quarta-feira, 31 de dezembro de 2025, a Catedral Diocesana de Nossa Senhora da Conceição, no centro de Campina Grande, acolheu a última celebração do ano com grande participação dos fiéis.

A Santa Missa da Véspera da Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus, foi presidida pelo bispo diocesano, Dom Dulcênio Fontes de Matos, e concelebrada pelo vigário-geral e pároco da Catedral, padre Luciano Guedes, e pelo vigário-paroquial, padre Mércio.

Em sua homilia, o bispo recordou o desejo universal de paz, tão repetido no início de cada ano, mas ainda tão distante da realidade mundial.

Ele sublinhou que a verdadeira paz não é apenas ausência de guerra, e tampouco um desejo abstrato: ela tem Nome e Rosto — Jesus Cristo.

“O grande problema é que muitas vezes desejamos uma paz desencarnada, um mero armistício. Para nós, cristãos, a paz tem Rosto, Nome e é uma Pessoa: Jesus Cristo, Nosso Senhor. Se a paz não for Nele construída, teremos apenas uma ausência de guerra, mas não a paz completa, porque “de fato, ele é a nossa paz” (Ef 2,14), já que, em Si e Consigo, reconciliou-nos com Deus e com os outros”, recordou.

Inspirado na mensagem do Papa Leão XIV, o bispo lembrou que a paz de Deus é “desarmada e desarmante”. Cada cristão é chamado a ser testemunha dessa paz, especialmente em tempos marcados pela escuridão e pelo esquecimento de Deus.

“A presença de Cristo, o seu dom e a sua vitória “reverberam na perseverança de muitas testemunhas, por meio das quais a obra de Deus continua no mundo, tornando-se ainda mais perceptível e luminosa na escuridão dos tempos” (menção à mensagem papal).

“E que tempos obscuros estes que o mundo, que esquece Deus, sugere! Ao lado desta maligna sugestão, na força do Espírito de Cristo devemos, no nosso testemunho pessoal, sugerir a única paz possível, que nasce de Deus e perpassa também nossas atitudes de mansidão e humildade…”, pregou.

Por isso, não basta pedir paz: é preciso tê-la dentro de nós. Dom Dulcênio convidou a uma análise sincera de sentimentos e atitudes, assumindo um caminho constante de conversão. A paz começa nas pequenas escolhas diárias — no silêncio que evita a briga, no perdão que reconstrói, no gesto que desarma.

“Também por nós, a paz de Cristo quer continuar viva e vivificadora. Para tanto, é preciso que, por uma contínua análise de nossos sentimentos, ações e omissões, num espírito de conversão constante para manter e irradiar a paz de Cristo – a paz que é Cristo! – sempre me questione, me desconstrua nos meus ímpetos (talvez até selvagens), para me reconstruir no Senhor”, discorreu o prelado campinense.

Por fim, o Evangelho apresenta o Menino Deus recebendo o nome de Jesus, que significa missão de Salvação. Maria, Mãe de Deus e Rainha da Paz, intercede para que seus filhos vivam essa paz que é Cristo. Dom Dulcênio encerrou convidando os fiéis a serem testemunhas dessa paz no mundo.

*Com informações da Pascom/CG

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