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Foto: Ascom/Treze
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O Treze segue com um importante processo de reestruturação financeira, após formalizar um acordo com credores dentro do seu plano de recuperação judicial. O documento, construído de forma consensual, estabelece novas diretrizes para o pagamento das dívidas e reorganização administrativa do clube.
A proposta foi elaborada com participação direta da diretoria e de representantes jurídicos, em uma tentativa de viabilizar um modelo mais sustentável para as finanças do Treze. O plano prevê um fluxo de pagamentos compatível com a realidade financeira da instituição, buscando garantir maior previsibilidade tanto para o clube quanto para os credores.
Entre as medidas previstas estão a reestruturação administrativa, ajustes no passivo, melhoria na governança e revisão do uso de ativos. A iniciativa também abre espaço para a entrada de novos investimentos e não descarta, no futuro, a possibilidade de adoção de um modelo de Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
Em entrevista coletiva, recentemente, o presidente do clube, João Paiva, e o grupo de trabalho de reestruturação do clube, disseram que estão buscando sanar as dúvidas acerca do novo modelo de negócio do Alvinegro.
Segundo o dirigente, após uma negociação com os credores, a dívida de cerca de R$ 36 milhões teve um desconto de 50%, e o pagamento precisa caminhar junto com a atração de novos ativos.
“A SPE é um modelo de transição que contempla a iniciativa empresarial, mas mantém a segurança do patrimônio na propriedade da associação. Trazemos um parceiro da iniciativa privada para fazer a gestão, captar recursos, atrair investidores e manter a segurança com o controle de veto em disposições que sejam patrimoniais até que estejamos prontos para fazer ou não a transição para a SAF. O Treze não está no seu melhor momento. A ideia é valorizar o ativo, e, em uma Série C, flertando com a Série B, fazer uma grande SAF””, disse João Paiva.
Diferença entre SAF e SPE
“Em uma SAF, você vende o time para um novo proprietário. A torcida e a antiga associação deixam de existir como pessoa jurídica; todos os ativos são transferidos para um sócio-proprietário, dono ou grupo de investidores.
Na SPE, mantemos a governança e o controle com a associação porque a propriedade é dela. Chamamos um parceiro para ajudar a administrar, mas a associação continua existindo porque ela é sócia da SPE. Qualquer decisão que envolva SAF, venda de patrimônio e ativos passa pelo crivo da associação”, enfatizou o dirigente.
Tudo a ver
Treze formaliza acordo com credores e abre caminho para uma futura SAF
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