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Foto: Gilvan de Souza/Flamengo
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Na mesma semana em que o Corinthians desistiu de contratar o volante Alisson, do São Paulo, por não dispor de R$ 1 milhão em caixa para pagar à vista pelo empréstimo –além de outros R$ 500 mil previstos para o segundo semestre-, o Flamengo aceitou desembolsar R$ 260,5 milhões para repatriar Lucas Paquetá, tornando-o a contratação mais cara da história do futebol brasileiro.
O recuo da diretoria alvinegra e a ofensiva rubro-negra para fechar acordo com o West Ham, da Inglaterra, são exemplos recentes do abismo financeiro que hoje separa os dois clubes de maiores torcidas do país.
Ainda assim, ambos comemoraram títulos nacionais relevantes em 2025. O Corinthians conquistou a Copa do Brasil, a quarta de sua história, derrubando o Vasco no Maracanã, no Rio de Janeiro. Já o Flamengo levantou seu oitavo Campeonato Brasileiro, superando o Palmeiras na disputa por pontos corridos.
Agora, os campeões das duas principais competições do calendário nacional se enfrentam neste domingo (1º), às 16h, pela Supercopa do Brasil. A decisão será disputada em jogo único, no estádio Mané Garrincha, em Brasília.
O Flamengo conseguiu inscrever Lucas Paquetá a tempo da disputa da Supercopa do Brasil. O reforço mais caro da história do futebol brasileiro pode ser relacionado para o jogo contra o Corinthians, neste domingo.
O clube carioca corria contra o tempo para regularizar a situação de Lucas Paquetá. A troca de documentos entre Flamengo e West Ham quase impediu que ele atuasse na decisão.
O último entrave foi o ofício da transferência internacional. Tanto que, antes de ser registrado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, ele caiu no equivalente da Ferj, a Federação de Futebol Estadual do Rio de Janeiro.
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Apesar do formato em uma partida só tornar o desfecho mais imprevisível, o favoritismo recai sobre o time carioca. Tem sido assim em boa parte das competições desde a segunda metade da década passada, quando Flamengo e Palmeiras passaram a polarizar a briga pela hegemonia do futebol brasileiro a partir de uma condição financeira muito superior à dos rivais.
Em 2025, nenhum clube do país foi mais vitorioso do que o Flamengo, campeão do Campeonato Carioca, da Supercopa do Brasil, do Campeonato Brasileiro e da Copa Libertadores. O título continental isolou o clube como o maior vencedor brasileiro da competição, com quatro conquistas.
Os troféus turbinaram as receitas. O Flamengo fechou o ano com arrecadação recorde de R$ 2,1 bilhões. Até então, a maior marca havia sido registrada em 2023, com R$ 1,3 bilhão. O resultado superou em cerca de 30% a previsão orçamentária inicial, que estimava receitas de R$ 1,6 bilhão, impulsionadas por um novo patrocínio máster, pela vendas de atletas e pelo desempenho esportivo.
O Corinthians seguiu caminho oposto. O clube encerrou 2025 com receita de R$ 859 milhões, queda significativa em relação ao R$ 1,115 bilhão registrado no ano anterior, principalmente pela redução nas vendas de jogadores.
Ao mesmo tempo, a dívida total cresceu e chegou a R$ 2,8 bilhões, valor que inclui o financiamento da Neo Química Arena, em Itaquera. Considerado fora de controle, o endividamento se tornou o principal entrave para reforçar o elenco, a ponto de inviabilizar até contratações por empréstimo.
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O executivo de futebol Marcelo Paz, recém-contratado, já comunicou à comissão técnica que só poderá buscar jogadores com baixos custos de aquisição. O foco, portanto, está em atletas livres ou em fim de contrato, postura distante da adotada pelo Flamengo, que, mesmo com um elenco robusto, deu-se ao luxo de buscar Paquetá no futebol inglês. Ele deverá iniciar o jogo no banco de reservas, à disposição de Filipe Luís.
Do outro lado, Dorival Júnior demonstra apreensão. O técnico do Corinthians pediu à diretoria ao menos seis reforços, para todos os setores, a fim de manter a equipe competitiva ao longo da temporada.
“Temos carências, temos que ter essa consciência”, afirmou na quarta-feira (28), após a estreia no Campeonato Brasileiro com derrota por 2 a 1 para o Bahia, de virada, na Vila Belmiro, em Santos, onde o clube mandou a partida.
O Flamengo também estreou com derrota no Nacional, pelo mesmo placar, diante do São Paulo, no Morumbi, em São Paulo. O resultado não alterou seu status de favorito ao título brasileiro.
Ficha Técnica
Flamengo
Rossi; Varela, Léo Pereira, Léo Ortiz e Alex Sandro; Pulgar, Jorginho e Arrascaeta; Carrascal, Plata e Pedro. Técnico: Filipe Luís
Corinthians
Hugo Souza; Matheuzinho, Gustavo Henrique, André Ramalho (Gabriel Paulista) e Matheus Bidu; Raniele, Carrillo, Breno Bidon e Garro; Memphis e Yuri Alberto. Técnico: Dorival Júnior
Árbitro: Rafael Rodrigo Klein (RS)
Assistentes: Bruno Boschilia (PR) e Rafael da Silva Alves (RS)
VAR: Rodolpho Toski Marques (PR)
* LUCIANO TRINDADE (FOLHAPRESS)
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