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Foto: Ascom/Palmeiras
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As muitas falhas cometidas na Arena MRV quase custaram caro ao Palmeiras, que estreou no Brasileirão com empate nesta quarta-feira, 28. O time paulista cometeu deslizes demais defensivamente diante do Atlético Mineiro e foi salvo por Vitor Roque, que entrou no fim para evitar a derrota palmeirense. No final, o 2 a 2 em Belo Horizonte foi justo.
A partida, de baixo nível técnico, foi aberta e repleta de oportunidades de gol em decorrência das brechas concedidas por ambas as defesas. O zagueiro Murilo e o lateral Khellven, este que fez um gol contra, viveram péssimas jornadas nesta noite. O goleiro Carlos Miguel também não teve sorte em dois lances. Mas os artilheiros Flaco López e Vitor Roque, muito entrosados, marcaram um gol cada e tornaram menos amarga a noite do Palmeiras em Belo Horizonte.
Como em jogos anteriores, o Palmeiras foi frágil defensivamente e sofreu com os lançamentos em profundidade para Hulk, que ganhou a maioria das disputas com a zaga palmeirense. O veterano só não abriu o placar porque exagerou na força em finalização da entrada da área.
Brasileirão inicia edição de 2026 com 151 jogadores estrangeiros
Ao menos, o time paulista exibiu repertório um pouco maior no ataque. No começo, apertou a marcação e poderia ter tirado proveito disso. Depois, quando estava sendo pressionado, chegou ao gol com o seu melhor jogador em 2026: Flaco López.
O argentino, artilheiro da equipe na temporada, usou a cabeça para pôr o Palmeiras em vantagem após cobrança de escanteio de Andreas Pereira. Quando a partida parecia estar controlada para os visitantes, o Atlético descolou o empate a partir de uma sequência de erros da defesa palmeirense. Murilo furou e deixou a bola com Victor Hugo, que chutou por debaixo das pernas de Carlos Miguel.
No segundo tempo, a postura ofensiva foi melhor do Palmeiras, que apertou os mineiros e fez Everson trabalhar três vezes. Mas prosseguiram os deslizes defensivos, sobretudo de Khellven, em uma de suas piores atuações desde que voltou do futebol russo. O lateral-direito deixou livre Cuello, que finalizou por debaixo das pernas de Carlos Miguel. O gol, porém, foi anulado porque o atacante estava impedido.
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Azarado, Khellven fez pior minutos depois. Ao tentar afastar, mandou a bola para o gol e consumou a virada atleticana. Sorte a do Palmeiras é que Vitor Roque saiu do banco evitar a derrota. Nos minutos finais, o Tigrinho venceu Everson com talento e sorte, vibrou com seu primeiro gol no ano e definiu o empate na capital mineira.
A janela de transferências no Brasil segue a todo vapor, e até o momento, os 20 clubes que vão iniciar o Campeonato Brasileiro nesta quarta-feira, 28, já somam 151 atletas estrangeiros em seus elencos. O número é menor do que em 2025, quando havia 157 jogadores de fora do país, mas isso deve aumentar nas próximas semanas.
Atualmente, o país que mais fornece jogadores estrangeiros é a Argentina, com 38. Na sequênca vem o Uruguai, com 30, Colômbia, com 27, Paraguai, com 15, e Equador, com 8.
Entre os times com mais jogadores de fora do país, a lista é encabeçada pelo Grêmio, com 13, seguido por Botafogo e Santos, com 12; Fluminense, com 11, e Athletico-PR, São Paulo e Vasco, com 10.
“Quando observamos o número de estrangeiros atuando no Campeonato Brasileiro, fica claro que a liga ganhou status internacional. O Brasil reúne grandes clubes, estádios cheios, visibilidade global e um nível técnico cada vez mais alto. Esse movimento, somado com nossos talentos da base que se tornam protagonistas do futebol nacional em pouco tempo, gera negócios e impulsiona o desenvolvimento do futebol em todo o continente sul-americano”, afirma Marcelo Teixeira, presidente do Santos.
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Levantamento aponta que nos últimos seis anos, desde 2019, o Botafogo foi o clube que mais contratou atletas estrangeiros, com 33. É seguido por Athletico (32), Santos (30), Vasco (30), Internacional (28) e Fortaleza (27).
“Historicamente, o Internacional sempre foi muito receptivo com jogadores de fora do país. A proximidade geográfica e cultural com Argentina e Uruguai favorecem essa integração”, afirma Alessandro Barcellos, presidente do clube de Porto Alegre.
Nos últimos anos, o Fortaleza contou com o ganês Michael Quarcoo e o nigeriano Michael Fashanu, ambos contratados para as categorias de base. As duas contratações vieram no sentido da busca do Leão do Pici pelo desempenho técnico, aplicação tática e uma possível internacionalização da marca pelo continente africano. Na mesma linha, o clube inclusive anunciou, em 2024, uma parceria com a Academia de Futebol de Angola, visando o mapeamento e intercâmbio de atletas e o entendimento dos processos metodológicos.
No mesmo período do fechamento da parceria, também foi apresentado o projeto das Categorias de Base do Fortaleza ao Sr. Juerg Nepfe, chefe do Serviço de Desenvolvimento Técnico da FIFA, e aos representantes da Confederação de Futebol de Angola
Marcos Casseb, sócio da Roc Nation Sports Brazil, que gerencia a carreira de centenas de atletas, deixa claro que existe uma demanda real por qualidade competitiva, mas ela é amplificada pela regra que facilita a entrada de estrangeiros e pelos fatores financeiros e de visibilidade do mercado brasileiro.
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FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-MG 2 X 2 PALMEIRAS
ATLÉTICO-MG: Everson; Alan Franco, Ruan Tressoldi, Alonso e Renan Lodi; Maycon, Igor Gomes (Reinier) e Victor Hugo (Alexsander); Bernard (Gustavo Scarpa), Hulk e Dudu (Cuello). Técnico: Jorge Sampaoli.
PALMEIRAS: Carlos Miguel; Khellven (Giay), Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez (Arthur); Marlon Freitas, Andreas Pereira e Maurício (Luighi); Allan (Riquelme Fillipi), Flaco López e Sosa (Vitor Roque). Técnico: Abel Ferreira.
GOLS: Flaco López, aos 26, e Victor Hugo, aos 44 do 1ºT; Khellven (contra), aos 28, e Vitor Roque, aos 37 do 2ºT.
ÁRBITRO: Bruno Arleu de Araujo (RJ).
CARTÕES AMARELOS: Alan Franco, Maurício, Vitor Roque, Alexsander, Renan Lodi.
CARTÃO VERMELHO: Jorge Sampaoli.
PÚBLICO: 25.770 torcedores.
RENDA: 1.331.907,88.
LOCAL: Arena MRV, em Belo Horizonte.
* Por Ricardo Magatti (conteúdo agestado)
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