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Foto: Ascom/Flamengo
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O Flamengo venceu o Madureira por 3 a 0, hoje, no Maracanã, e abriu vantagem no jogo de ida das semifinais do Carioca.
A partida teve protagonismo dos uruguaios, com gols de De La Cruz e Arrascaeta, além de Luiz Araújo.
O camisa 10, inclusive, alcançou a marca de 100 gols com a camisa do Fla.
Mas o jogo foi marcado também pelo tom dos protestos da torcida e uma atuação pobre do time no primeiro tempo, que deu combustível para vaias e gritos de “time sem vergonha”. O cenário só ficou ameno na etapa final.
A vitória dá ao Flamengo a vantagem de poder perder por dois gols de diferença no jogo de volta com o Madureira, na segunda-feira da semana que vem, para ir à decisão.
Mas o comportamento da arquibancada foi um recado para outro jogo de volta, também no Maracanã, válido pela Recopa, quinta-feira, contra o Lanús. Na ida, o Fla perdeu por 1 a 0.
Protesto desde cedo
O clima no Maracanã não estava acolhedor. E já era possível perceber antes de a bola rolar. O estádio não estava cheio (20.787 pagantes). E quem foi para a Norte estava disposto a puxar protestos.
O hit “time sem vergonha” apareceu antes do apito inicial e ganhou mais volume na saída para o intervalo, depois de um primeiro tempo sem gols e com pouca criatividade do Fla.
O time de Filipe Luís até teve pelo menos duas boas chances — uma com Carrascal e outra com Pedro, ainda antes dos 15 minutos. Mas o goleiro Neguete salvou o Madureira em ambas.
A questão do protesto é mais pelo nível de exigência de um jogo mais vistoso. O roteiro do primeiro tempo foi um Fla que conseguiu poucas soluções, apesar de dominar amplamente a posse de bola e o Madureira praticamente não conseguir sair do campo de defesa.
Pedro e Arrasca juntos
O Flamengo começou o jogo com Carrascal e Cebolinha como únicos em campo que atuaram no time titular recentemente — leia-se, nos jogos mais importantes.
E foram justamente eles que saíram logo no intervalo, dando lugar a Arrascaeta e Samuel Lino.
Detalhe: Filipe Luís na quinta-feira, após a derrota para o Lanús, tinha dito que as questões físicas dificultavam o uso de Pedro e Arrasca ao mesmo tempo. Mas foi com esse desenho que ele começou a etapa final.
Os uruguaios resolvem
A criatividade de Arrascaeta foi ajudando o Flamengo a criar espaços e fazer combinações mais dinâmicas em meio à marcação do Madureira.
Em uma das jogadas envolventes, a bola sobrou para De La Cruz na entrada da área. Veio um chute seco, certeiro, no canto de Neguete, para fazer 1 a 0 aos sete minutos.
O Flamengo não demorou para ampliar, mas o VAR precisou agir. Samuel Lino foi derrubado na área, e a arbiragem inicialmente mandou seguir. A recomendação de revisão veio, e o pênalti foi marcado.
Arrascaeta converteu e tornou-se o 22º jogador a bater a marca de 100 gols pelo Flamengo, em uma trajetória de idolatria que não para de crescer de 2019 para cá.
Aí, o jogo ficou completamente controlado, com a torcida mais calma pelo placar. O Flamengo até teve mais chances de ampliar, mas Neguete estava mostrando serviço.
Já aos 40 minutos, o espaço apareceu para mais uma construção ofensiva com troca rápida de passes. Coube a Luiz Araújo completar o placar, fazendo 3 a 0 para o Flamengo. Pouco depois, Samuel Lino chegou a driblar o goleiro, mas a zaga salvou em cima da linha. De todo modo, a vaga na final do Carioca está encaminhada.
Se o Flamengo não foi brilhante, no contexto geral, pelo menos fez um placar que resolverá se for repetido contra o Lanús, quinta-feira, para ser campeão da Recopa. A ver se conseguirá.
Ficha técnica
Flamengo 3 x 0 Madureira
Local: Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
Data/hora: 22/2/2026, às 20h30
Árbitro: Lucas Coelho Santos
Assistentes: Thiago Henrique Neto Correa Farinha e Thayse Marques Fonseca
Cartões amarelos: Plata, Evertton Araújo (FLA); Cauã Coutinho, Jacó, Marcão (MAD)
Gols: De La Cruz, 7’/2ºT (1-0); Arrascaeta, 18’/2ºT (2-0); Luiz Araújo, 40’/2ºT (3-0)
Flamengo: Andrew, Emerson Royal, Danilo, Vitão e Ayrton Lucas; Everton Araújo, De La Cruz (Lucas Paquetá) e Carrascal (Arrascaeta); Plata (Luiz Araújo), Cebolinha (Samuel Lino) e Pedro. Técnico: Filipe Luís
Madureira: Neguete, Cauã Coutinho, Marcão, Jean e Julião (Júlio César); Rodrigo Lindoso, João Fubá, Juninho (Adriano); Jacó (Vinícius Balotelli), Everton (Isaías) e Geovane Maranhão (Felipe Claudino). Técnico: Toninho Andrade
* Igor Siqueira Uol/FOlhapress
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