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Expulsão de Hulk no jogo contra o Palmeiras: ex-árbitros discordam

Da Redação*
Publicado em 18 de junho de 2024 às 16:56

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Foto: ParaibaOnline/Arte

A expulsão de Hulk por dois cartões amarelos em sequência ainda no primeiro tempo atraiu os holofotes na goleada sofrida pelo Atlético-MG para o Palmeiras. A reportagem questionou ex-árbitros sobre a decisão tomada por Rodrigo José Pereira de Lima, que apitou a partida. Três discordaram da decisão, enquanto um eximiu o árbitro de erro.

EXPULSÃO FOI JUSTA?
“Dava para perceber que o Hulk estava um pouco alterado e provocando, querendo caçar a confusão até uma expulsão. Mas, baseado no que a gente leu na súmula, não era motivo nem momento para expulsão.

Baseado no que está escrito em súmula, o árbitro chamou uma responsabilidade tremenda para ele, de forma errada e em um momento inoportuno, porque tudo indicava que o Hulk gostaria muito de ser expulso, estava pedindo, mas aquele não era o momento.

Então, faltou experiência, faltou malandragem, deixar o Hulk no jogo. Dá um amarelo, vira as costas e sai. Ele chamou a responsabilidade para ele, quis aparecer mais que o jogo. O que ele relatou não é compatível com expulsão”, afirma Guilherme Ceretta.

“Eu vi, revi o lance várias vezes, é muito exagerado [o vermelho]. No jogo tiveram lances de reclamações muito mais graves. O próprio Aníbal Moreno, no segundo tempo, já tinha amarelo, estava no chão, cometeu uma falta e reclamou de forma muito mais acintosa. Acho que a questão do Hulk com o árbitro aí não é uma questão que começou nesta terça-feira (18), não. Estava ansioso para ver na súmula se tinha um palavrão no primeiro para o segundo cartão amarelo, mas não tem. Eu honestamente acho que foi pelo histórico do Hulk. Entendo que é muito subjetivo, como o árbitro relatou, ‘reclamar de forma acintosa’. Somos pessoas diferentes, cada um tem um limite diferente? Eu achei a expulsão, honestamente, exagerada”, diz Alfredo Loebeling.

“Uma falta, árbitro apitou corretamente favorável ao Atlético-MG. Aí o árbitro mostra dois cartões amarelos, um atrás do outro, para o Hulk. Não é assim que se faz, não vulgariza o cartão amarelo. Dá o primeiro amarelo para o Hulk e diz ‘acabou, na próxima tu vai’ e sai fora. Se tivesse ofensa, mostrava o cartão vermelho. Árbitro não é o protagonista do jogo, tem que ter esse entendimento, tem que conversar, levar o jogo”, afirmou Carlos Eugenio Simon, via Instagram.

“Tudo é fruto da inaceitável tolerância da arbitragem brasileira: Hulk tem, a todo momento, reclamado acintosamente de todas as decisões de todos os árbitros em todos os jogos e recebido um ‘desculpe’ de todos os nossos apitadores. Desta vez, além de reclamar da falta marcada a seu favor, que deu lugar ao justo 1° amarelo, ele se aproximou do árbitro, quase que mantendo contato físico, com o peito estufado, em gesto desafiador. O árbitro poderia ou não relevar. Não quis perder sua autoridade e preferiu agir. A regra lhe dá respaldo e, pois, não se pode dizer que o árbitro errou. No máximo pode-se dizer que foi rigoroso, o que não é erro. Espera-se que daqui pra frente a omissa CBF oriente seus árbitros sobre reclamações e diálogos permissivos e insistentes de alguns jogadores, entre os quais se destacam Hulk, como o principal “embaixador”, seguido de Rafinha, do São Paulo e Gabigol do Flamengo. A arbitragem tem que ter autoridade. Capitão de time não tem direto de pedir explicações e muito menos de reclamar da arbitragem, em especial a todo momento”, diz Manoel Serapião.

O QUE O ÁRBITRO RELATOU NA SÚMULA
Rodrigo Jose Pereira de Lima relatou no documento que aplicou os dois cartões amarelos a Hulk por “desaprovar com palavras ou gestos as decisões da arbitragem”. Tal justificativa se enquadra no ‘motivo A2’, conforme consta na súmula.

Segundo ele, o atacante atleticano disse “apita logo, car****!” após a marcação da falta a favor do Atlético-MG. Por isso, foi punido com o primeiro cartão.

Já o segundo amarelo veio após a reação do jogador: “Partiu em minha direção de maneira acintosa, ficando face a face comigo e gritando de forma desrespeitosa”. O árbitro relatou acrescentou que Hulk xingou o árbitro de “filho da p***” ao deixar o campo.

“Expulsei do campo de jogo com a aplicação do segundo cartão amarelo o Sr. Givanildo Vieira Souza, n°07 da equipe do Atlético Mineiro SAF, após receber cartão amarelo por reclamação, o mesmo partiu em minha direção de maneira acintosa, ficando face a face comigo e gritando de forma desrespeitosa as seguintes palavras: ‘Me diz o porquê do cartão, me diz o porquê’. Após ter sido expulso o mesmo empurra meu rosto com o dedo indicador de forma ofensiva e se negando a sair do campo de jogo. Quando o jogador decidiu deixar o campo de jogo proferiu a seguinte frase em direção ao árbitro: ‘Filho da p***’. Com isso, a partida ficou paralisada por 03 minutos”, afirma trecho da súmula de Atlético-MG x Palmeiras, sobre o segundo cartão amarelo para Hulk.

EXPULSÃO DE HULK POR RECLAMAÇÃO
O árbitro marcou falta de Zé Rafael em Hulk aos 30 minutos de jogo, após dividida no meio de campo. O Palmeiras já estava à frente no placar por 1 a 0.

Porém, Rodrigo José Pereira de Lima aplicou cartão amarelo ao atacante depois que o camisa 7 atleticano levantou e falou com ele. O árbitro estava em cima da jogada quando assinalou a falta.
Imediatamente, Hulk colou nele e cobrou uma justificativa da punição. O jogador estava com os braços para trás e ficou bem próximo ao homem do apito.

O árbitro não gostou da atitude e aplicou novo cartão amarelo, expulsando Hulk. O atacante do Atlético-MG se revoltou com vermelho e, enquanto deixava o gramado, virou para as câmeras do Sportv e “conversou” com a transmissão.

“Por favor, façam leitura labial e pede para escrever na súmula o motivo do segundo amarelo. Eu botei a mão para trás e perguntei por que ele me deu amarelo. Pode pegar câmeras, áudios, tudo… Isso aí é demais, é impossível”, disse Hulk, à câmera do SporTV.

*ANDRÉ MARTINS/uol-folharess

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