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Foto: Rafael Ribeiro/CBF
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A seleção brasileira que disputa a Copa do Mundo de 2026 tem um jogador de origem indígena.
O volante Éderson dos Santos, um dos convocados de Carlo Ancelotti, tem raízes no povo Terena, pelo lado materno.
A família é ligada à Aldeia Bananal, em Aquidauana, no Mato Grosso do Sul.
A avó de Éderson, Albina Cândido, fala a língua Terena e é uma de suas maiores inspirações.
O jogador mantém o vínculo com a Terra Indígena Taunay-Ipegue e visita os familiares sempre que pode.
O Ministério dos Povos Indígenas celebrou a convocação.
Em publicação oficial, a pasta destacou que a trajetória do atleta reforça que é possível alcançar o mais alto nível do esporte sem perder a conexão com suas origens e sua identidade cultural.
O ministro Eloy Terena afirmou também que a presença de Éderson na seleção é motivo de orgulho para os povos originários e simboliza a presença indígena em espaços de grande visibilidade.
Éderson tem 26 anos. Revelado no futebol em uma escolinha do Bairro Tiradentes, em Campo Grande, o atleta passou por clubes como Corinthians, Cruzeiro e Fortaleza antes de chegar à equipe da Atalanta, da Itália, onde se consolidou em uma temporada de destaque.
O volante disputou 41 partidas pelo clube europeu e foi titular em 37 delas, desempenho que ajudou a garantir sua vaga na seleção brasileira.
Convocado às pressas para substituir o lateral Wesley, que sofreu uma lesão no amistoso contra o Egito, Éderson estava no dia 7 de junho em Campo Grande quando recebeu a notícia de que iria para a Copa.
*Com informações da Agência Brasil
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