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Foto: ascom/Fifa
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A derrota por 2 a 1 para a Noruega neste sábado (4) e a consequente eliminação da Copa do Mundo consagram o fim de um ciclo trágico para a seleção brasileira.
Sob o comando de quatro técnicos diferentes, o Brasil venceu 20 vezes e somou 11 derrotas e 11 empates em 42 partidas desde 2022, um aproveitamento de 56,3%.
É a quarta vez que o Brasil volta para casa nas oitavas de final e, portanto, termina apenas entre as 16 melhores equipes. A última queda foi em 1990, no Mundial da Itália, diante da Argentina, que venceu por 1 a 0, gol de Caniggia.
O ciclo iniciado após a eliminação para a Croácia na Copa do Qatar, em 2022, teve turbulências no comando da equipe e da CBF (Confederação Brasileira de Futebol).
Confirmada a saída de Tite no começo de 2023, o então técnico da seleção sub-20, Ramon Menezes, foi anunciado como treinador interino à frente da seleção nos amistosos contra Marrocos (derrota por 2 a 1), Guiné (vitória por 4 a 1) e Senegal (derrota por 4 a 2).
Em julho de 2023, Fernando Diniz assumiu o comando sob expectativa de preparar o terreno para a chegada do italiano Carlo Ancelotti, então esperada para a Copa América de 2024. O atual técnico do Corinthians treinava a seleção enquanto se mantinha à frente do Fluminense.
Com ele, o Brasil começou as Eliminatórias com duas vitórias, sobre Bolívia e Peru. Mas depois vieram um empate com a Venezuela e derrotas seguidas para Uruguai, Colômbia e Argentina –esta no Maracanã–, sequência negativa inédita no classificatório da América do Sul.
A demissão de Diniz veio em 5 de janeiro de 2024, em meio a um caos na presidência da CBF. Em dezembro, Ednaldo Rodrigues havia sido afastado pela Justiça, que considerou seu processo de eleição ilegal.
Uma liminar de Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, determinou o retorno do presidente ao comando da entidade em 4 de janeiro.
Seis dias depois, Dorival Júnior foi anunciado. O início também foi promissor, com vitória por 1 a 0 contra a Inglaterra e empate em 3 a 3 com a Espanha em amistosos.
Sem a confirmação da vinda de Ancelotti, Dorival permaneceu à frente da seleção na Copa América, em que o Brasil acabou eliminado nas quartas pelo Uruguai (nos pênaltis), e na sequência das Eliminatórias. Vieram vitórias sobre Equador, Chile, Peru e Colômbia, empates com Venezuela e Uruguai e derrota para o Paraguai.
Um novo revés para a Argentina, a goleada por 4 a 1 em Buenos Aires, foi determinante para outra demissão, e Dorival deixou a seleção em 28 de março de 2025.
A CBF finalmente anunciou Ancelotti em maio, um mês antes da nova data Fifa. Apenas três dias depois, Ednaldo Rodrigues foi novamente afastado da confederação, e no final do mês Samir Xaud, candidato único, foi eleito o novo dirigente máximo da entidade.
Carletto estreou no comando da seleção em um empate sem gols com o Equador. Na segunda partida, a vitória por 1 a 0 sobre o Paraguai confirmou a classificação do Brasil para a Copa.
Desde então, eram três reveses: contra a Bolívia, na última rodada das Eliminatórias, diante do Japão (a primeira derrota para os nipônicos na história) e da França, as duas últimas em amistosos.
Neste domingo, veio o quarto, confirmando a eliminação precoce do Mundial.
Além dos títulos de 1994 e 2002, a seleção tinha chegado no mínimo até as quartas de final em todas as outras edições desde a queda para a Argentina em 1990.
Avançou além em 1998, quando foi vice-campeã, e em 2014, quando ficou em quarto lugar após o 7 a 1 para a Alemanha na semifinal e um 3 a 0 a favor da Holanda.
Nesta Copa, a seleção teve desempenho abaixo do esperado na estreia contra Marrocos, no empate em 1 a 1. Melhorou no duelo contra o Haiti, superado por 3 a 0, mesmo placar do confronto contra a Escócia pela última rodada do Grupo C, em que demonstrou mais controle.
Na nova fase, com 32 seleções, veio o duro duelo contra o Japão, vencido de virada com direito a gol nos acréscimos de Gabriel Martinelli.
Considerado um dos melhores técnicos de clubes do mundo, Ancelotti deve continuar à frente da equipe brasileira durante o próximo ciclo –tem contrato assinado com a CBF até 2030.
Aproveitamento da seleção por técnico no atual ciclo
Ramon Menezes (interino)
33% em 3 jogos (1 vitória e 2 derrotas)
Fernando Diniz
38,9% em 6 jogos (2 vitórias, 1 empate e 3 derrotas)
Dorival Júnior
58,3% em 16 jogos (7 vitórias, 7 empates e 2 derrotas)
Carlo Ancelotti
64,7% em 17 jogos (10 vitórias, 3 empates e 4 derrotas)
* FOLHAPRESS
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