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Foto: Codecom/CG
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A 51ª edição do Festival de Inverno de Campina Grande (FICG) encerrou sua programação em grande estilo neste domingo (30).
No Parque Evaldo Cruz lotado, Diogo Nogueira “clareou” o domingo chuvoso, com um repertório de grandes sucessos da sua carreira.
Mas não foi só ele que brilhou este ano. Ao longo dos 10 dias ininterruptos, a programação contou com grandes mostras de música, teatro, dança, cinema e cultura popular.
Mais do que uma programação de shows, a edição 2026 do festival reafirmou a importância do evento para o cenário nacional da cultura e para a valorização dos fazedores de cultura.
A programação também promoveu uma ampla ocupação cultural de espaços públicos e equipamentos da cidade.
O Teatro Municipal Severino Cabral, o Mini Teatro Paulo Pontes, o Parque Evaldo Cruz, escolhido como polo central do festival, e a Feira Central receberam atividades e atrações.
A programação também chegou à Praça da Bandeira e a outros pontos de Campina Grande, ampliando o acesso do público às atividades e aproximando a produção artística.
Com o tema “Território das Artes”, o Festival de Inverno reafirmou sua vocação de transformar Campina Grande em um grande território de encontro entre artistas, público e diferentes manifestações culturais, reunindo nomes da cena paraibana e nacional e celebrando a diversidade que marca a trajetória do festival ao longo de mais de cinco décadas.
Na mostra de teatro foram realizados 7 espetáculos, 1 performance, 2 mesas de debates e 4 oficinas. Já na de cinema, 5 filmes foram exibidos, 5 mesas de debates, além de 3 oficinas abertas ao público.
Somente no Teatro Municipal Severino Cabral foram cerca de 5.000 pessoas transitando entre as oficinas, equipes técnicas, produção e público. Além de uma participação massiva do público durante os shows no Evaldo Cruz.
Nos fins de semana, o festival também recebeu a Feirinha de Economia Criativa, Gastronomia e Artesanato, realizada pelo Coletivo Mulheres Empreendedoras, ampliando o espaço dedicado aos produtores e empreendedores locais dentro da programação do festival.
Presente em quase toda a programação, a fundadora do FICG, Eneida Agra Maracajá, definiu, em entrevista à TV Paraíba, a 51ª edição como uma das melhores da década.
“Nesses últimos 10 anos foi um das melhores edições, porque foi muito descentralizada, ocupamos vários espaços”, destacou a baluarte da cultura.
Apoio da Prefeitura na realização
Assim como nos anos anteriores, o evento contou com o apoio significativo da Prefeitura de Campina Grande, que, além de participar ativamente da logística do festival, disponibilizando equipes técnicas, espaços e programações exclusivas, também apoiou financeiramente o evento com R$ 420 mil, investidos em prol do acesso à cultura e da sua democratização.
Para o prefeito, Bruno Cunha Lima, o festival é a prova viva da potência cultural de Campina Grande, seja pelo tempo de existência, seja pelas diferentes linguagens artísticas presentes.
“Diferentemente de outros festivais tão grandes quanto, aqui não temos só música, temos grandes atrações de teatro, de dança e de cinema. Temos realizações em parques públicos, no Teatro Municipal Severino Cabral, em centros de arte. E, ainda assim, toda a programação segue sendo totalmente gratuita e aberta à população. São esses investimentos que transformam uma cidade e reforçam o comprometimento da gestão com a pasta”, enfatizou Bruno.
A secretária de Cultura, Anny Karenine, destacou a importância do investimento e afirmou que o compromisso com a cultura representa também promover educação, por meio das formações e oficinas, e contribuir com a qualidade de vida da população, ao oferecer lazer e fortalecer a construção coletiva da história da cidade, envolvendo crianças, jovens, adultos e idosos.
“Quando a gente proporciona um festival que inclui a Filarmônica Epitácio Pessoa, o equipamento cultural mais antigo da cidade, é um convite para uma geração poder compartilhar com seus familiares um concerto no Parque Evaldo Cruz. Quando a gente convida coletivos para uma feirinha de artesanato, fazemos a economia criativa girar. Ao mesmo tempo em que inserimos nomes nacionais como Kell Smith, Diogo Nogueira e Chico César, democratizamos esse acesso e divulgamos ainda mais o nome do festival”, destacou a secretária.
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