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Eleições
Foto: Agência Senado
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O Partido Liberal do ex-presidenciável Flávio Bolsonaro reconheceu nesta segunda-feira (26) a vitória de Lula (PT), um dia após a recusa do senador em aceitar o resultado da eleição.
Flávio também divulgou um vídeo nas redes sociais mudando seu discurso e dizendo que vai organizar a oposição para “resistir ao caos” e transformar o Congresso Nacional em uma “fortaleza“.
Em nota na noite desta segunda, Valdemar Costa Neto, presidente do PL, disse que candidato do partido ficou na frente após o primeiro turno, mas que, no segundo turno, “o resultado foi diferente”.
“Reconhecemos o resultado presidencial, proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas entendemos que os questionamentos levantados precisam ser devidamente esclarecidos dentro de um debate político equilibrado e democrático”, declarou Valdemar.
Flávio afirmou que o domingo (25) “não foi normal” por causa da decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin que prorrogou o horário de votação.
Apesar disso, anunciou que a campanha pedirá apenas a cassação da chapa de Lula por abuso de poder econômico, como antecipou a coluna Painel, da Folha de S. Paulo.
“Eu vou pedir, sim, a cassação da chapa do Lula por todos os abusos que ele cometeu. A lei tem que valer para todo mundo. A competição tem que ser justa e igual, o que não aconteceu. Não fui eu que perdi, foi o sistema que ganhou”, afirmou, no vídeo.
Após a derrota, Flávio fez um pronunciamento afirmando que era “impossível” reconhecer o resultado e que pediria a anulação das eleições. “Nós vamos usar o nosso jurídico, vou pedir anulação dessas eleições”, declarou na noite de domingo.
No vídeo divulgado nesta segunda, o senador não admitiu a derrota de forma explícita, mas afirmou que pretende transformar o Congresso Nacional, onde a direita conseguiu obter maioria, em uma “fortaleza” contra o governo Lula.
Resistência
“Para resistir ao caos, eu vou organizar a oposição. A gente fez a maioria no Senado e na Câmara. Foi uma vitória que vocês deram para o Brasil. Eu vou reunir os deputados e senadores eleitos para organizar a nossa estratégia e fazer da Câmara e do Senado a nossa fortaleza contra a barbárie que já está desenhada para acontecer com mais quatro anos de Lula”, disse.
“Não vamos permitir que isso aconteça. Não vão me calar, não vão me intimar. Bora levantar a cabeça e continuar lutando pelo nosso Brasil aconteça o que acontecer. Não vamos desistir do nosso Brasil”, completou.
*com informações folhapress/Carolina Linhares e Thaísa Oliveira
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