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Eleições
Foto: ParaibaOnline/Arquivo
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O ex-governador da Paraíba e deputado federal eleito Ricardo Coutinho (PT) apontou, nesta quinta-feira (15), fatores que, na avaliação dele, contribuíram para levar a disputa presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) ao segundo turno.
Coutinho afirmou que setores da esquerda se acomodaram durante o primeiro turno e avaliou que o resultado eleitoral provocou uma reação entre apoiadores de Lula, que passaram a reconhecer a necessidade de intensificar a mobilização.
“A gente estava um pouco acomodado, não teve nenhuma manifestação da juventude no primeiro turno. No segundo turno, quando deu aquela água fria na cabeça, todo mundo pensou: ‘Eu posso fazer muito mais, isso que está sendo feito é muito pouco, nós estamos deixando o Brasil ir para o pior dos mundos, que é a nova ascensão da extrema direita’”, declarou.
CRÍTICAS ÀS BIG TECHS
O petista também criticou a influência das grandes empresas de tecnologia no processo eleitoral. Segundo ele, plataformas digitais podem interferir no debate público e na formação da opinião dos eleitores.
“O Brasil é o grande laboratório, incluindo forças transnacionais, como são as big techs, que estão influenciando. Não há dúvida que a Meta está agindo dentro do processo eleitoral. […] Eu passei a receber conteúdo que eu nunca curtia e é claro que estava sendo impulsionado, ou seja, você tem uma interferência inaceitável”, afirmou.
Ricardo Coutinho defendeu a criação de mecanismos de controle social sobre as plataformas digitais. Para ele, a regulamentação deve ser conduzida de forma a garantir fiscalização pela sociedade.
“É preciso fazer com que todos esses instrumentos tenham controle da sociedade, não do governo. A Inglaterra já fez isso, que é a mãe do liberalismo, porque eles sabem o que significa para a democracia representativa e para o bem-estar da sociedade, particularmente da juventude”, disse.
O ex-governador ressaltou que esses fatores não provocaram a derrota de Lula, mas contribuíram para que o presidente chegasse ao segundo turno com uma vantagem menor do que a esperada por seus apoiadores.
“Essa interferência das big techs ao lado da acomodação ocasionou não a derrota do Lula, mas ganhando com menos do que a gente tinha vencido”, concluiu.
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