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Eleições
Foto: Reprodução/Divulgação
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O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), foi reeleito no primeiro turno, com 61,07% dos votos válidos.
Em segundo lugar ficou o senador Wellington Fagundes (PL), com 22,69%, seguido por Natasha Slhessarenko (PSD), com 15,08%.
Pivetta e Fagundes disputavam os votos de apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) em um estado sob forte influência do agronegócio. O Republicanos queria o apoio do PL à candidatura de Pivetta, mas as conversas entre os dois partidos não avançaram.
Hoje com 67 anos, Pivetta assumiu o governo em março deste ano, após a renúncia do titular, Mauro Mendes (União Brasil), que deixou o cargo para concorrer ao Senado.
Natural de Caiçara, no extremo norte do Rio Grande do Sul, Pivetta se mudou para Lucas do Rio Verde (MT) em 1982 para trabalhar no agronegócio. Foi eleito prefeito da cidade em 1996 e reeleito em 2000. Em 2012, voltou a ser eleito para a prefeitura, perdendo a disputa pela reeleição no pleito seguinte por apenas 242 votos.
Também foi deputado estadual por um mandato, após ser eleito em 2006. Em 2018, foi eleito vice-governador na chapa de Mauro Mendes e reeleito em 2022, mesmo ano em que ingressou no Republicanos, após 16 anos filiado ao PDT. Antes, passou pelos antigos PFL (depois DEM, hoje parte do União Brasil) e PPS (atual Cidadania).
Pivetta chegou a ser cotado como candidato ao Senado nas eleições suplementares em 2020, mas acabou abrindo mão da disputa. No mesmo ano, deixou o PDT por declarar apoio a uma candidata ligada ao então presidente Jair Bolsonaro, contrariando orientação do partido. À época, disse que a saída se deu de forma amigável.
Ele tem o maior patrimônio declarado à Justiça Eleitoral entre todos os candidatos ao Executivo no Brasil, com R$ 575,6 milhões em bens -um aumento de 27,2% em comparação com 2022, quando declarou possuir R$ 452,5 milhões.
A vice-governadora eleita na chapa é a suplente de deputada federal Gisela Simona (União Brasil). Republicanos, União Brasil, PP, PSDB, Cidadania e Podemos compuseram a chapa.
O vice seria originalmente o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil), que desistiu da candidatura em 11 de agosto para disputar a reeleição. Garcia é um dos investigados em um suposto esquema que teria desviado mais de R$ 300 milhões em um acordo entre o governo do estado e a operadora de telefonia Oi.
Também disputaram o governo Sargento Laudicério (Agir), Maurício Coelho (Mobiliza) e Rafaell Milas (Missão).
*folhapress
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