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Foto: Ascom/TRE PB
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A Justiça Eleitoral da Paraíba recebeu, nesta quinta-feira (24), representantes do Tribunal de Contas da União (TCU) na Paraíba para tratar da auditoria externa a ser realizada na véspera e no dia da Eleição 2026, no âmbito do Teste de Integridade das Urnas Eletrônicas.
O encontro ocorreu na sala da Diretoria-Geral, no edifício-sede, em João Pessoa.
O objetivo é avaliar a regularidade das fases dos testes de integridade com e sem biometria realizados nas urnas eletrônicas pelos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), nos locais designados pelas Comissões de Auditoria da Votação Eletrônica (CAVE), nas Eleições Gerais de 2026, mediante exame de sua conformidade com as regras aplicáveis.
O trabalho decorre do Acordo de Cooperação Técnica nº 51/2026, firmado entre o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e o TCU. Representando o TCU na Paraíba, estiveram presentes na reunião o secretário do TCU, Claudivan Costa, e os auditores Aderaldo Tiburtino Leite e Jorge Luiz Fonseca.
A fiscalização abrangerá os Testes de Integridade em ambiente controlado e, quando aplicável, os Testes de Integridade com Biometria, incluindo procedimentos realizados na véspera e no dia da eleição. Serão acompanhadas, entre outras atividades, a seleção ou o sorteio das seções eleitorais, a preparação das urnas e das cédulas, a emissão da zerésima, a votação, o funcionamento do Sistema de Apoio à Votação Paralela (SAVP), a comparação entre RDV, SAVP e cédulas, o encerramento dos testes e o registro de ocorrências.
Em sua fala, o diretor-geral, André Vieira, informou que as portas do TRE-PB estão abertas para a realização do trabalho. Segundo ele, o acompanhamento e a auditoria por instituições externas contribuem para reforçar a credibilidade dos procedimentos adotados na urna eletrônica.
“É nosso interesse que vocês realizem a auditoria para reforçar a nossa imagem. Afinal, a informação é a melhor forma de combater a desinformação. Então, o presidente sempre deixou isso muito claro: estamos de portas abertas para auxiliar no que for preciso com nossa equipe”, declarou.
De acordo com o auditor do TCU, Jorge Luiz Fonseca, a participação do órgão não tem como finalidade validar a confiabilidade do processo eleitoral brasileiro, mas contribuir para o acompanhamento institucional de suas diferentes etapas.
“É o sistema eleitoral mais seguro do mundo, tendo em vista que a urna eletrônica possui uma tecnologia de ponta, com mais de 30 camadas de segurança. Nosso papel, enquanto órgão centenário e com credibilidade, é representar o cidadão. Assim como todas as instituições públicas, somos mais um órgão para participar desse processo na véspera e no dia da eleição”, afirmou.
O presidente da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica (CAVE), juiz Manoel Abrantes, destacou a importância do acompanhamento externo e independente de um órgão como o TCU para reforçar a segurança e a credibilidade do processo eleitoral.
“É um órgão de muita credibilidade, com técnicos preparados, e essa participação vem consolidar o interesse maior da Justiça Eleitoral, que é a transparência. É mostrar que as urnas eletrônicas são seguras, são auditáveis e que o eleitor pode votar consciente de que seu voto será respeitado”, afirmou.
Participaram da reunião o diretor-geral, André Vieira; o assessor da Presidência, Eduardo Rangel; o presidente da Comissão de Auditoria da Votação Eletrônica (CAVE), Manoel Abrantes; e os servidores integrantes Patrícia Lemos, Débora Queiroga e Graziela Carvalho, além do coordenador de Auditoria Interna (COAUDI), João Demar Rodrigues.
Em seguida, os auditores foram informados pela servidora Patrícia Lemos sobre os procedimentos da auditoria da Votação Eletrônica na sala de treinamento dos participantes, montada pela CAVE. O servidor Charles Lima, que também é integrante da CAVE, desenvolveu um sistema próprio de filmagem que será usado no dia das Eleições para a auditoria.
A fiscalização contará com dois auditores do TCU em cada uma das 27 unidades da Federação, totalizando 54 auditores, que atuarão presencialmente junto aos respectivos TREs, acompanhando os procedimentos executados pelas CAVEs de todo o país e registrando as evidências necessárias à avaliação.
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