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Eleições
Foto: Frame/TV Cabo Branco
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O candidato ao Senado Federal pelo Partido da Causa Operária (PCO), Adriano Trajano, apresentou, nesta segunda-feira (24), propostas voltadas à classe trabalhadora e fez críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Natural de Campina Grande, Adriano já disputou duas eleições: para vereador do município, em 2020, e para governador da Paraíba, em 2022.
O candidato afirmou que pretende atuar em defesa dos trabalhadores e citou entre suas principais bandeiras o aumento salarial, a moradia e o acesso à terra.
“Pode esperar um homem combatente, que vai lutar com todas as forças em prol da classe trabalhadora, por um salário de R$ 7.000, pela casa própria, pela terra do trabalhador”, declarou.
APOIO AO MST
Adriano avaliou a atuação do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e classificou o movimento como importante para a agricultura.
“O MST é um movimento importantíssimo para a agricultura, porque o MST faz lembrar ao político que tem uma classe que está lutando”, afirmou.
“A SEMENTE ESTÁ SENDO PLANTADA”
O candidato reconheceu que considera o avanço político da classe operária um processo de longo prazo.
“A vitória da classe operária não vai acontecer de uma maneira rápida. Isso é um trabalho minucioso, com calma, com paciência, que requer tempo. Nós estamos plantando uma semente”, explicou.
AVALIAÇÃO DO GOVERNO LULA
Apesar de citar Lula como uma referência, Adriano Trajano afirmou que o presidente não teria atendido plenamente aos interesses da classe trabalhadora.
“Nós temos o presidente Lula como um espelho para buscar no meio da classe operária um representante, mas não nos sentimos prestigiados”, disse.
Segundo o candidato, as alianças necessárias para a governabilidade fazem com que Lula se aproxime de setores da elite e não priorize as demandas dos trabalhadores.
“Ele tem que fazer concessões para governar e ele faz com as elites para continuar no poder e, nesse aspecto, vira as costas para os trabalhadores que foram os que o colocaram lá”, acrescentou.
*Entrevista concedida à Rádio Correio FM.
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