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Foto: Instagram/UP
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A pedagoga e candidata ao Senado Federal Rosilene Santana (UP) apresentou, nesta sexta-feira (21), propostas voltadas à educação, combate à violência contra as mulheres, direitos trabalhistas e mudanças na estrutura política.
Rosilene iniciou a vida política em 2024, quando disputou uma vaga na Câmara Municipal de João Pessoa.
Aos 43 anos, enfrenta agora a segunda disputa eleitoral e destacou sua trajetória como mulher negra e periférica.
“Sou uma mulher negra e periférica e gosto de dizer isso porque por muito tempo falaram para nós que esse espaço de política e de falar para as pessoas não era para nós”,
A candidata afirmou que pretende defender maior participação de grupos historicamente afastados dos espaços de poder.
EDUCAÇÃO COMO INSTRUMENTO CONTRA O FEMINICÍDIO
Pedagoga, Rosilene defendeu a educação como ferramenta de prevenção à violência contra as mulheres.
“Nós vivemos em um país onde quatro mulheres são mortas por dia por feminicídio e, se a gente for somar os outros tipos de violência, a gente chega a 10 casos por dia”, pontuou.
Segundo ela, o ambiente escolar deve ter maior integração com a comunidade e contribuir para a prevenção da violência.
“Falar da educação é falar da questão preventiva, do direito à vida, porque precisamos estar vivas para usufruir dos direitos”, ressaltou.
CRÍTICAS À MANUTENÇÃO DO SISTEMA
A candidata também criticou a estrutura política atual e defendeu mudanças na forma de organização da sociedade.
“Quem está no poder luta pela manutenção do que está, como se tudo estivesse bom, como se a gente não tivéssemos um país onde milhares de pessoas passam fome”, criticou.
Rosilene também afirmou que pretende combater a permanência de grupos políticos tradicionais no poder.
FIM DA ESCALA 6X1
Entre as pautas defendidas pela candidata está o fim da escala de trabalho 6×1. Rosilene relacionou a proposta à necessidade de melhorar a renda dos trabalhadores.
“A gente precisa tirar a escala 6×1 da gaveta, porque já foi aprovada na Câmara Federal quando nós fizemos mobilizações no país inteiro pelo fim da escala 6×1, porque quem é que vive nesse país com um salário desses que a gente tem que decidir se paga o aluguel, a luz, a comida dos meninos ou se joga tudo para cima?”, declarou.
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