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Foto: ParaibaOnline/Arquivo
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O setor de turismo deve ser tratado como uma das prioridades pelo próximo governador da Paraíba, com investimentos em divulgação, infraestrutura e ampliação das conexões aéreas.
A avaliação é de André Motta, presidente do Convention Bureau de Campina Grande, entidade de fomento ao turismo que reúne atualmente cerca de 60 empresas associadas.
A declaração foi dada durante a série de reportagens do Jornal da Manhã, que ouve representantes de diferentes entidades sobre as expectativas para a próxima gestão estadual.
Segundo André Motta, o turismo tem desempenhado papel importante na geração de empregos e na distribuição de renda, especialmente diante das transformações enfrentadas por outros setores da economia.
“O turismo com toda a dificuldade que o Brasil tem passado, de nível de endividamento e algumas outras questões, tem crescido na nossa cidade, no nosso estado, principalmente com esse boom que nossa capital tem passado e em todo o Brasil. Isso tem gerado muito emprego, tem gerado muita renda”, afirmou.
Entre as prioridades defendidas pelo setor estão a continuidade da divulgação da Paraíba em feiras nacionais e internacionais, a realização de parcerias e a melhoria da infraestrutura.
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André destacou a necessidade de investimentos em estradas, aeroportos e na ampliação das ligações aéreas dentro e fora do estado.
Para ele, a conectividade é fundamental para consolidar os destinos turísticos paraibanos. Nesse sentido, defendeu a manutenção de incentivos para empresas aéreas e a ampliação da oferta de voos para os aeroportos de Campina Grande, João Pessoa, Patos e Cajazeiras.
“A gente acredita que o destino realmente é consolidado quando tem ligações de voos, de estradas, viárias e aeroviárias”, ressaltou.
Além das demandas para o governo estadual, Motta também manifestou preocupação com as mudanças que estão sendo discutidas no âmbito federal, especialmente em relação à reforma tributária e a uma possível alteração na jornada de trabalho.
De acordo com ele, o setor ainda enfrenta incertezas sobre a implementação do novo sistema tributário e sobre as alíquotas da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
O presidente do Convention Bureau também avaliou que o calendário eleitoral pode reduzir o tempo disponível para a definição e adaptação às novas regras. Por isso, defendeu que seja considerado um período maior de transição para que as empresas possam se adequar às mudanças.
“Para a gente, que é um setor que realmente gera muito emprego, é de extrema importância e até de sobrevivência”, declarou.
André Motta defendeu ainda que eventuais mudanças na legislação tributária e na jornada de trabalho sejam conduzidas com responsabilidade e previsibilidade, levando em consideração os impactos sobre os setores que dependem diretamente da geração de empregos e da prestação de serviços.
Ouça a reportagem:
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