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Educação e Ciência
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil/Arquivo
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No quadro semanal “Português Nosso de Cada Dia”, na Rádio Caturité, o professor Golbery Rodrigues trouxe uma importante reflexão que vai além da gramática e do vocabulário: a compreensão de termos que impactam diretamente a sociedade e a proteção de crianças e famílias.
Com uma abordagem etimológica e social, o professor chamou a atenção para duas expressões cada vez mais presentes no debate público: violência vicária e alienação parental. “Falar bem é também entender o mundo e seu contexto”, destacou.
Durante a explanação, Golbery explicou que os termos não são sinônimos e que compreender essa diferença é fundamental. Ele detalhou que a expressão “violência vicária” tem origem no latim vicarius, que significa “substituto”, alguém que age no lugar de outro.
“Violência vicária é quando alguém agride uma pessoa para atingir emocionalmente outra. Um exemplo é quando um pai machuca o filho para causar dor à mãe da criança. A criança passa a ser um instrumento de vingança”, explicou.
Segundo o professor, trata-se de uma forma grave de violência, frequentemente associada à violência doméstica e de gênero, por envolver agressões diretas com o objetivo de atingir terceiros emocionalmente.
Já a alienação parental, conforme explicou, ocorre em um campo diferente. “É quando um responsável interfere na formação emocional da criança para afastá-la do outro responsável. Isso pode acontecer ao falar mal do pai ou da mãe constantemente, dificultar o contato ou até criar falsas memórias e sentimentos negativos”, afirmou.
Nesse caso, não há necessariamente violência física, mas existe uma manipulação psicológica que também causa danos significativos.
“A alienação parental envolve uma agressão emocional, que compromete vínculos familiares e o desenvolvimento da criança”, pontuou.
O professor reforçou que o principal ponto de distinção entre os dois conceitos está na forma de atuação. “A violência vicária fere para atingir. Já a alienação parental manipula para separar”, resumiu.

ParaibaOnline/Arquivo
Ao final, Golbery destacou a importância do uso correto das palavras. “Entender essa diferença não é só uma questão de vocabulário, é uma questão de responsabilidade social. Quando usamos os termos corretamente, evitamos banalizações, ajudamos a identificar situações reais e contribuímos para a proteção de crianças e adolescentes”, disse.
Ele concluiu reforçando o papel do quadro educativo. “As palavras não são neutras. Elas carregam sentidos, histórias e consequências. Saber a diferença entre violência vicária e alienação parental é mais do que falar bem — é compreender melhor o mundo e agir com mais consciência.”
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