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Educação e Ciência
Foto: ParaibaOnline
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A professora e pesquisadora da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) Dilma Trovão, que também atua como coordenadora de pesquisas do Instituto Nacional do Semiárido (Insa), participou nesta segunda-feira (16) do Jornal da Manhã, da Rádio Caturité FM.
A participação faz parte do quadro semanal em que pesquisadores do instituto discutem ciência, tecnologia e temas ligados ao Semiárido brasileiro.
Dilma Trovão explicou o papel da ciência na compreensão dos fenômenos do universo e destacou a importância do método científico para validar conhecimentos e descobertas.
“Ciência é um modo de explicar os fenômenos do universo. A partir de um método, criado justamente para isso, a gente busca responder perguntas. Esse método precisa ser utilizado para que uma resposta seja considerada ciência. E a ciência não trabalha com verdades absolutas, ela se permite ser testada e retestada”, explicou.
A pesquisadora também destacou que muitas descobertas científicas passam por longos processos de verificação antes de se consolidarem como conhecimento aceito pela comunidade científica.
“Pode ser que a gente descubra um determinado medicamento com potencial para uma doença, mas não é apenas descobrir. É preciso testar e retestar várias vezes, permitindo inclusive que outros cientistas utilizem o mesmo método para confirmar ou não aquele resultado”, pontuou.
Durante a entrevista, Dilma também ressaltou que a ciência está presente em diversos aspectos da vida cotidiana, muitas vezes sem que as pessoas percebam.
“Cotidianamente você está sendo beneficiado pela ciência. Os medicamentos que utilizamos, a energia elétrica, a alimentação e até o rádio que as pessoas estão ouvindo agora são resultado de abordagens científicas. As ondas de rádio, por exemplo, fazem parte do espectro eletromagnético, que também está relacionado à luz”, destacou.
A pesquisadora chamou atenção ainda para a importância de combater o negacionismo científico e ampliar o letramento científico da população.
“Hoje, um dos maiores prejuízos no mundo e no Brasil é o negacionismo científico, muitas vezes associado ao baixo letramento científico. As pessoas acabam acreditando em informações que não passaram pelo método científico e isso pode trazer riscos, inclusive à saúde”, afirmou.
A professora também comentou a presença feminina na ciência, tema que ganha destaque no mês de março, marcado pelas discussões sobre os direitos e conquistas das mulheres.
Segundo Dilma Trovão, apesar dos avanços recentes, as conquistas femininas na ciência são fruto de muitas lutas ao longo da história.
“As conquistas femininas são muito recentes e vieram depois de muitas lutas. Hoje, quando você observa vários cursos, principalmente nas áreas de humanas e saúde, já percebe uma predominância feminina. Na medicina, por exemplo, cerca de 57% das pessoas que se formam são mulheres”, ressaltou.
A participação semanal do Insa no Jornal da Manhã tem como objetivo aproximar a ciência da população, levando informações e reflexões sobre pesquisa científica, inovação e desenvolvimento regional.
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