Educação e Ciência

Com 650 doutores e projetos sociais, UEPB entra em risco de sobrevivência, diz professor

Da Redação
Publicado em 5 de janeiro de 2026 às 19:13

uepb

Foto: Leonardo Silva/ Paraibaonline/Arquivo

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*Vídeo: ParaibaOnline

O professor Juracy Lucena, da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), concedeu entrevista à Rádio Caturité FM e afirmou que, mesmo consolidada nas áreas de ensino, pesquisa e extensão, a universidade vive hoje um momento crítico, com dificuldades financeiras que colocam em risco sua própria sobrevivência.

Segundo o docente, a UEPB possui atualmente cerca de 650 professores doutores e mantém inúmeros projetos de extensão que alcançam diretamente a sociedade paraibana, reforçando o papel social da instituição mesmo em meio à escassez de recursos.

“A UEPB já se consolidou no ensino, na pesquisa e na extensão, mesmo com dificuldade financeira. São muitos projetos que chegam à sociedade e impactam a população”, destacou.

Juracy chamou atenção para a desmotivação do corpo docente diante do não pagamento das progressões funcionais, ressaltando que cada professor doutor tem valores significativos a receber da universidade.

“Esses colegas doutores, pesquisadores, têm em média cerca de 100 mil reais para receber da UEPB. Qual a motivação que ele vai ter se a universidade não paga as gratificações das progressões?”, questionou.

Para o professor, o cenário atual é de resistência institucional, com a universidade lutando para manter suas atividades básicas.“A UEPB hoje está lutando pela sua sobrevivência”, afirmou.

O docente cobrou ainda uma postura mais firme da administração central na defesa da instituição junto ao Governo do Estado, alertando que a falta de enfrentamento tende a agravar ainda mais a crise.

“A administração central precisa assumir a responsabilidade de defender a UEPB, porque, se isso não acontecer, a universidade vai ter cada vez mais dificuldade de sobreviver”, disse.

Ao comparar a situação atual com períodos anteriores, Juracy destacou o contraste na capacidade de investimento da universidade. Ele lembrou que a UEPB já conseguiu executar simultaneamente grandes obras estruturantes.

“Houve um momento em que a UEPB tocava três grandes obras ao mesmo tempo: o Museu dos Três Pandeiros, o Museu Assis Chateaubriand e a Central de Aulas Paulo Freire. Hoje, não consegue sequer fazer a manutenção da Central Acadêmica”, lamentou.

Segundo o professor, a crise financeira levou a universidade a ceder o Museu Assis Chateaubriand à Facisa, por não ter condições de manter o equipamento cultural.

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