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Economia
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
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Com a ajuda do petróleo, dos combustíveis, da soja e do cobre, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro, mais que o dobro do registrado no mesmo mês de 2025, quando o saldo foi de US$ 3,14 bilhões.
O desempenho foi impulsionado pelo crescimento das exportações, que avançaram 12,9% no período, segundo dados divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
O superávit foi o segundo melhor para o mês, atrás apenas de setembro de 2023, quando o saldo chegou a US$ 9,18 bilhões.
Principais números
A corrente de comércio, soma de exportações e importações, alcançou US$ 61,09 bilhões, o maior valor já registrado para meses de setembro na série histórica e o segundo maior para todos os meses, atrás apenas de junho deste ano, quando chegou a US$ 61,99 bilhões.
Exportações crescem
O aumento das vendas externas foi liderado pela indústria extrativa, seguida pela indústria de transformação e pelo agronegócio.
Exportações por setor:
Produtos em destaque:
No caso do petróleo, o crescimento da produção e o aumento de 24,7% nos preços médios, após o agravamento da guerra no Oriente Médio, elevaram as exportações.
Destinos das vendas
As exportações cresceram para a maior parte dos principais mercados do Brasil, incluindo os Estados Unidos, apesar das tensões comerciais entre os dois países. No entanto, houve queda nas vendas para a Ásia e estabilidade para a América do Sul.
Exportações por região:
As vendas para os Estados Unidos avançaram 31,9% em setembro, mesmo em meio à aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros. No acumulado do ano, porém, houve queda de 6,5%.
Para a União Europeia, o crescimento pode ser explicado pelo acordo com o Mercosul, que está impulsionando as vendas, principalmente de alimentos, para o bloco.
Importações recuam
As compras brasileiras no exterior tiveram leve recuo em setembro, de 2,4%, principalmente em razão da queda nas aquisições de bens de capital e bens intermediários.
Importações por categoria:
No caso dos bens de capital, a desaceleração da economia provocada pelos juros altos está diminuindo os investimentos da indústria, principal compradora de máquinas.
Acumulado de 2026
No acumulado de janeiro a setembro, a balança comercial registrou superávit de US$ 62,4 bilhões.
No período:
Projeções
Apesar do crescimento das exportações, o Mdic revisou para baixo sua projeção para 2026. A estimativa de superávit da balança comercial passou de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões.
Mesmo com a redução, o resultado seria o segundo melhor para um ano desde o início da série histórica, em 1989, atrás apenas de 2023, quando o superávit chegou a US$ 98,8 bilhões.
A previsão de exportações foi reduzida de US$ 394,4 bilhões para US$ 382,5 bilhões. Já a projeção para as importações passou de US$ 304,4 bilhões para US$ 298,1 bilhões.
As estimativas estão mais otimistas que as das instituições financeiras. Segundo o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, os analistas de mercado projetam superávit comercial de US$ 78,3 bilhões para este ano.
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