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Foto: ParaibaOnline
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O secretário de Finanças de Campina Grande, Felipe Gadelha, afirmou nesta quinta-feira (13), durante entrevista ao Jornal da Manhã, da Rádio Caturité FM, que acredita em uma redução mais acelerada da taxa de juros no Brasil após o período eleitoral. Para ele, apesar das atuais tensões econômicas e internacionais, o país reúne condições para apresentar um cenário mais favorável em 2027.
Ao comentar as perspectivas para o próximo ano e o processo de elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), Gadelha adotou uma postura otimista diante do cenário econômico. Segundo ele, o desempenho da balança comercial brasileira, o controle da inflação e a perspectiva de redução dos juros são fatores que podem contribuir para uma melhora das condições econômicas.
“Eu tenho uma visão mais otimista quanto a 2027 pelo aspecto do cenário internacional. O Brasil, as finanças, vamos dizer assim, a balança comercial brasileira tem tido saltos importantes, tem dado grandes avanços”, afirmou.
O secretário destacou que a taxa de juros é um dos principais pontos de atenção das contas públicas, especialmente pelo impacto sobre a dívida.
“A gente sabe que a rolagem da dívida pública consome cerca de 50% do orçamento, então um ponto muito importante é reduzir a taxa de juros. Mas a taxa de juros vem para quê? Para controlar a inflação”, explicou.
Na avaliação de Gadelha, o Brasil vive atualmente uma situação melhor no controle da inflação quando comparada a períodos anteriores.
“Hoje o Brasil tem uma inflação quase que equiparada à inflação norte-americana. Antigamente, esse número era sete vezes superior, oito vezes superior à inflação americana. Hoje é praticamente a mesma”, declarou.
Para ele, o período eleitoral e as tensões internacionais ainda provocam instabilidade, mas esse cenário poderá mudar após a passagem dessas turbulências.
Gadelha acredita que o fim do período eleitoral poderá abrir espaço para uma queda mais rápida da taxa de juros.
“O Brasil hoje tem uma inflação baixa, o Brasil hoje tem uma taxa de juros muito elevada, mas que começou a se reduzir em um momento crítico, que é esse período pré-eleitoral. Então, quando esse momento pré-eleitoral passar, acredito eu que a taxa de juros poderá reduzir mais rapidamente”, afirmou.
Durante a entrevista, o secretário também comentou a situação da dívida pública e afirmou que o percentual em relação ao PIB não deve ser analisado isoladamente. Como exemplo, citou o Japão, que possui uma dívida pública elevada, mas mantém uma economia robusta e alto padrão de vida.
“Ninguém se guia por dívida pública. Então, não é porque a dívida pública do Brasil está em 92% que isso é uma tragédia”, disse.
Felipe Gadelha defendeu ainda que o Brasil precisa observar não apenas o resultado da balança comercial, mas também a capacidade de formação de capital dentro do país. Segundo ele, a exportação de bens de capital pode melhorar os números do comércio exterior, mas também retirar do mercado interno equipamentos capazes de gerar produtividade e riqueza.
“Se eu vendo um trator para fora do país, está melhorando minha balança comercial? Está. Mas esse trator, se estivesse operando no Brasil, ele traria muito mais riqueza. Então, nós temos que saber trabalhar o que é formação de capital dentro do país e o que é balança comercial vantajosa”, explicou.
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