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Economia
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
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O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central inicia nesta terça-feira (4) mais uma reunião para definir o futuro da taxa básica de juros da economia.
A decisão será anunciada na noite da próxima quarta-feira (5), após dois dias de análises sobre os cenários econômico nacional e internacional.
Atualmente, a Taxa Selic está em 14,25% ao ano, menor nível registrado em 2026 após três reduções consecutivas de 0,25 ponto percentual promovidas nas reuniões de março, abril e junho.
Na véspera do encontro, o mercado financeiro voltou a reduzir a expectativa para os juros até o fim do ano.
De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda-feira (3) pelo Banco Central, a projeção para a Selic no encerramento de 2026 caiu de 14% para 13,75%, indicando a expectativa de pelo menos mais um ou dois cortes até dezembro.
O levantamento também mostrou uma nova redução na previsão para a inflação oficial do país.
Pela quinta semana consecutiva, os analistas diminuíram a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que passou de 5,12% para 5,03%.
Apesar da queda, a projeção ainda permanece acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).
Atualmente, a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, o que fixa o limite máximo em 4,5%.
A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação. Quando os juros sobem, o crédito tende a ficar mais caro, reduzindo o consumo e ajudando a conter a alta dos preços. Em contrapartida, taxas elevadas também podem desacelerar a atividade econômica.
Já quando a Selic é reduzida, a tendência é de crédito mais barato, favorecendo o consumo das famílias, os investimentos e o crescimento da economia.
As reuniões do Copom ocorrem a cada 45 dias. No primeiro dia, os integrantes analisam a conjuntura econômica e as perspectivas para o Brasil e o cenário internacional. No segundo, definem o percentual da taxa básica de juros.
Desde janeiro de 2025, o Brasil adota o sistema de meta contínua para a inflação.
Embora as projeções do mercado venham recuando nas últimas semanas, elas seguem acima do limite estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional, fator que continua sendo acompanhado pelo Banco Central na condução da política monetária.
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