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Foto: CNA/Wenderson Araújo/Trillux
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No quadro Sou do Campo, o representante da assistência técnica rural Geneilson Evangelista destacou a importância do planejamento alimentar para os rebanhos no semiárido, com foco em cardápio variado de forrageiras e formação de reserva estratégica de alimentos para períodos de seca.
Segundo ele, a diversidade de plantas como leucena, gliricídia, moringa e cactáceas é fundamental para garantir nutrição adequada aos animais, já que essas espécies possuem alta resistência à seca e também contribuem para a melhoria do solo, especialmente pela fixação de nitrogênio.
O técnico explicou que a combinação dessas espécies com gramíneas resistentes, como o capim buffel, ajuda a formar um sistema mais equilibrado, com oferta de proteína, fibra e matéria seca ao longo do ano, reduzindo os impactos da estiagem e evitando o chamado “efeito sanfona” no rebanho, quando há ganho de peso no período chuvoso e perda na seca.
Ele também ressaltou a importância do cálculo correto da taxa de lotação animal e da estimativa de consumo, em torno de 3% do peso vivo em matéria seca, para dimensionar a produção de alimentos na propriedade e evitar escassez no período seco.
Além disso, Geneilson destacou práticas de conservação como silagem e fenação, principalmente com culturas como milho, sorgo e milheto, além da necessidade de armazenamento adequado para evitar perdas e contaminações.
Por fim, ele reforçou que o planejamento deve começar no período chuvoso, com apoio de assistência técnica, garantindo que o produtor rural consiga manter o rebanho bem alimentado e produtivo durante a estiagem.
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