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Economia

Combustíveis: ministro descarta repetir o que foi feito no passado

Da Redação*
Publicado em 2 de abril de 2026 às 9:08

combustível

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse nesta quarta-feira, 1, que há algumas balizas para tomadas de decisões relacionadas ao preço dos combustíveis, que tem subido globalmente devido ao conflito no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Irã e Israel.

“Nós não podemos fazer agora o que foi feito no passado, que é segurar preço administrado sem que as governanças das empresas funcionem regularmente. Também não é razoável que o País fique totalmente exposto a uma volatilidade”, disse Durigan, em entrevista à GloboNews.

O ministro lembrou que a primeira leva de medidas foi no âmbito exclusivo do governo federal e a segunda leva vem agora com os Estados, para garantir a oferta firme de diesel no País.

Na noite da terça-feira, 31, o Ministério da Fazenda e o Comsefaz, conselho que reúne os secretários estaduais de finanças, informaram que mais de 80% dos Estados já haviam aderido à proposta de subvenção.

A ideia é subsidiar R$ 1,20 por litro de diesel importado entre abril e maio. O custo, de R$ 3 bilhões, seria dividido igualmente entre a União e os Estados.

Durigan admitiu que a iniciativa deverá ajudar o resultado fiscal, mas disse que também vai auxiliar as famílias brasileiras, sem interferência nas empresas.

“Se for preciso seguir adotando medidas, serão estudadas pelo Ministério da Fazenda, para não trazer prejuízo fiscal para o País. Como tem um aumento de arrecadação, muito em razão do aumento do preço do petróleo no mundo, isso pode ser usado e deve ser utilizado, não vou querer fazer só para fins fiscais”, afirmou.

Segundo o ministro, o governo pode “ter que avançar, a depender de para onde essa guerra vá”, com medidas voltadas ao gás de cozinha (GLP) e ao querosene de aviação (QAV), à medida do que for necessário e seguindo a orientação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de mitigar o preço da guerra aos brasileiros

“É uma guerra distante do País, talvez alguns políticos brasileiros de oposição apoiem a guerra, por terem aí uma espécie de devoção ao governo norte-americano, mas a gente não tem isso, a gente protege o interesse nacional, e olhando para os caminhoneiros, para as famílias, é importante lançar a mão das medidas, que forem razoáveis, estiverem a nosso alcance, mas não deixar de atuar em proteção da economia nacional”, disse Durigan.

*com informações de Flávia Said/conteudo estado

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