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Economia
Foto: Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
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A criação de um subsídio para o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), o gás de cozinha, deve dar margem para que a Petrobras alinhe seus preços de venda às cotações do mercado global.
Atualmente, a estatal sofre pressão para segurar os valores devido à disparada do barril de petróleo, impulsionada pela guerra no Irã.
Desde o início do conflito, o preço do GLP (gás liquefeito de petróleo) disparou no mercado internacional: segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis), a paridade de importação para entrega nos portos brasileiros saltou 60%.
A Petrobras é a principal importadora do combustível e, sem reajustes desde julho de 2024, vê suas margens pressionadas pela escalada das cotações internacionais.
O Brasil depende de importações para abastecer 20% do mercado de gás de cozinha.
Os dados da ANP mostram que a paridade de importação pelo porto de Santos subiu de R$ 32,21 por botijão, na terceira semana de fevereiro, para R$ 51,40 por botijão na semana passada.
Em Suape (PE), outro porto pesquisado pela agência, foi de R$ 31,56 para R$ 50,67 por botijão.
Segundo a ANP, porém, o preço médio do produto vendido por refinarias e importadores no país está em R$ 35,46 por botijão, praticamente estável ao período anterior à guerra.
A estatal vem repassando parcialmente a alta das cotações internacionais em leilões com ágios sobre o valor de venda do produto brasileiro, mas o mercado vê a ação do governo como a abertura de uma janela para reajustes.
Para o consumidor final, o preço também tem se mantido estável: segundo a ANP, oscila em torno dos R$ 110 por botijão, em média no país, desde outubro de 2025.
A situação deve mudar já esta semana, ao menos na região Nordeste: dona da maior refinaria privada brasileira, a Acelen anunciou a seus clientes reajuste de 16% no preço do GLP. A alta equivale a R$ 7 por botijão.
Localizada em Mataripe (BA), a refinaria da Acelen tem 4,3% do mercado brasileiro de GLP, segundo dados da ANP. A Petrobras tem 90%.
O preço do gás tem sido tema frequente em discursos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desde o começo do terceiro mandato.
Ele costuma reclamar de margens das empresas privadas que compram o produto da Petrobras e revendem ao consumidor final.
Tem questionado também a venda da Liquigás, distribuidora hoje com 13% do mercado nacional, que já foi controlada pela Petrobras e era vista pelo governo como um braço para controlar preços do combustível.
Em 2025, Lula aprovou o programa Gás do Povo, que amplia para 15,5 milhões o número de famílias aptas a receber botijões de graça. Neste momento, em sua terceira fase, o programa atinge 4,5 milhões de famílias.
*Com informações de Nicola Pamplona/Folhapress
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