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Economia
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
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A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) divulgou nesta terça-feira (17) a projeção de aumento médio de 8% nas tarifas de energia elétrica para consumidores brasileiros em 2026. O índice supera a inflação estimada para o período.
Apesar disso, há possibilidade de redução de até 2,9 pontos percentuais nesse cálculo, caso haja arrecadação adicional por meio de recursos de Uso do Bem Público (UBP).
O percentual projetado é praticamente o dobro da estimativa do IPCA, que está em 3,9%.
Entre os principais fatores de pressão sobre as tarifas estão os encargos setoriais, com destaque para a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). A proposta de orçamento da CDE para 2026 é de R$ 52,7 bilhões.
Desse total, R$ 47,8 bilhões correspondem à chamada CDE-Uso, que teve aumento de 15,4% em relação a 2025. Essa parcela é custeada diretamente pelos consumidores por meio da conta de energia.
O governo aprovou no ano passado um limite para o crescimento dessa conta setorial. Ainda assim, a CDE prevista para 2026 deve gerar impacto tarifário de 4,6%.
Além disso, a alta projetada também considera o aumento nos custos de transmissão, compra de energia e as chamadas receitas irrecuperáveis — valores incluídos na tarifa para cobrir inadimplência.
Os componentes financeiros, como custos e compensações tributárias, também influenciam o cálculo e representam impacto de 3,8% no efeito tarifário médio no país.
*Com informações de Renan Monteiro/Conteúdo Estadão.
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