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Foto: Freepik/ilustrativa
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*Vídeo: ParaibaOnline
A colomba pascal, doce tradicional do período da Páscoa, tem ganhado cada vez mais destaque nas padarias e confeitarias. Considerada um “parente próximo” do panetone, ela possui características próprias que garantem sabor e identidade ao produto, como explica o especialista Norival Monteiro.
Segundo ele, a colomba pascal é feita a partir de uma massa briochada, rica em manteiga, ovos, gemas e açúcar, semelhante à utilizada no panetone.
A receita tem origem italiana e, assim como o panetone, ganhou produção em larga escala ao longo do tempo, embora ainda seja bastante valorizada em sua forma artesanal.
Um dos pontos fundamentais no preparo é o uso do levain, o fermento natural, que influencia diretamente na qualidade do produto.
“A utilização do levain é crucial para controlar a acidez e também a oxidação das gorduras e açúcares”, explicou Norival.
Apesar das semelhanças com o panetone, ele destaca que o formato influencia na composição da massa. Enquanto o panetone possui formato vertical e exige uma massa mais consistente e pesada, a colomba tem formato horizontal, lembrando uma ave com asas abertas, o que pede uma massa mais leve. Por isso, a quantidade de frutas cristalizadas ou gotas de chocolate costuma ser menor.
A cobertura também é um elemento importante da colomba. Tradicionalmente feita com amêndoas, ela pode ganhar variações regionais. No Nordeste, por exemplo, a farinha de castanha de caju costuma ser utilizada para dar um toque especial ao produto.
O processo de fermentação segue o mesmo princípio do panetone, com longos períodos de descanso da massa, semelhantes ao preparo do brioche. No entanto, por ser mais delicada, a colomba exige cuidados adicionais para evitar a perda de umidade ao longo dos dias.
Os ingredientes básicos permanecem semelhantes — manteiga, ovos, açúcar e frutas cristalizadas — e o produto costuma ser finalizado com coberturas de açúcar, chocolate ou castanhas, que garantem textura e sabor diferenciados.
Mesmo sendo um produto sazonal, mais presente no período da Páscoa, a colomba pascal tem apresentado crescimento no mercado.
Segundo Norival, o interesse do público tem aumentado, impulsionado principalmente pela divulgação nas redes sociais e pela busca por novos sabores.
O nome do doce também tem significado especial. Em italiano, “colomba” significa “pomba”, símbolo do Espírito Santo na tradição cristã. O formato do produto, que lembra uma pomba com asas abertas, reforça a associação com a celebração da Páscoa.
No preparo, o tempo de forno costuma ser ligeiramente menor que o do panetone, embora a temperatura utilizada seja praticamente a mesma.
Entre os sabores mais populares estão as versões com frutas cristalizadas — especialmente a casca de laranja —, gotas de chocolate e coberturas caramelizadas com nozes, castanhas ou amêndoas. As versões com chocolate meio amargo também têm conquistado o público.
Para Norival Monteiro, o crescimento da colomba pascal reflete também o investimento dos profissionais da panificação em capacitação, pesquisa e inovação, ampliando as possibilidades e oferecendo novas experiências aos consumidores.
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