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Foto: ParaibaOnline/Arquivo
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Na coluna “Do Grão ao Pão” desta semana, Norival Fernandes trouxe uma deliciosa viagem pela história de um dos itens mais tradicionais das padarias: o sonho. Muito além de um simples doce, ele explicou que o sonho é, na verdade, um tipo especial de pão — com a diferença de que, ao invés de ser assado, é frito.
Segundo Norival, a origem do sonho remonta a 1956, em um contexto inusitado. Durante a guerra, um soldado foi recrutado para o exército, mas acabou sendo considerado inapto para o combate. Remanejado para a cozinha, ele decidiu criar algo diferente como forma de reação à sua frustração. A ideia foi preparar uma massa em formato de bala de canhão. Como não havia forno disponível, ele aqueceu gordura em um tacho e fritou a massa. Assim teria nascido o sonho.
Na tradição alemã, o doce é preparado com pouco recheio. Já no Brasil, ganhou uma identidade própria e passou a ser conhecido pelo recheio farto. O mais tradicional é o creme, mas ao longo do tempo surgiram diversas variações que conquistaram o público, como doce de leite, chocolate meio amargo e goiabada.
Norival também destacou os ingredientes básicos da receita. Para a massa, utilizam-se farinha, açúcar, fermento, ovos, margarina e leite. Já o creme leva leite, ovos, açúcar e amido de milho. Um detalhe essencial no preparo está na fritura: a temperatura da gordura ou do óleo não pode ultrapassar 180 graus, pois isso pode fazer com que o sonho frite por fora e permaneça cru por dentro.
Presente em praticamente todas as padarias, o sonho faz parte da memória afetiva de muitas pessoas. Ele divide espaço com itens como roscas e outros pães doces, sendo presença constante em aniversários, casamentos e celebrações diversas.
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