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Com quase 30 anos de atuação no mercado, a empresa Sordas Marilima é hoje uma das referências na produção de sorda na Paraíba. A trajetória do empreendimento foi contada por Antônio Rodrigues, representante da Marilima, durante participação na coluna “Do Grão ao Pão”, exibida nesta sexta-feira (23) na Rádio Caturité FM.
Durante a entrevista, Antônio relembrou que a história da família começou ainda nos anos 1970, no Brejo paraibano, muito antes da estrutura industrial existente hoje.“A história da Marilima é muito interessante, porque os pais de Pedro, ainda nos anos 70, já produziam a sorda no Brejo da Paraíba. Naquela época, as raspaduras eram transportadas nos lombos dos jumentos, e a família sobrevivia dessa forma”, contou.
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Segundo ele, Pedro e Maria cresceram ajudando o pai. Enquanto Pedro mantinha a paixão pelo futebol, Maria, que viria a dar nome à marca Mari Lima, seguia firme no trabalho ao lado da família. A mudança para Campina Grande foi decisiva para o crescimento do negócio.“Pedro, com muita sabedoria, colocou a sorda em evidência, e isso trouxe um grande avanço para a produção”, destacou.
Antônio também compartilhou sua própria trajetória dentro da empresa, iniciada em 1995, quando sua mãe foi até Pedro pedir uma oportunidade de emprego.“Ele disse que não tinha vagas, mas minha mãe insistiu para que eu ficasse pelo menos na limpeza. Com o tempo fui fazendo de tudo, entrei na produção e nunca mais saí”, relembrou.
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A história profissional se misturou com a pessoal, quando Antônio se apaixonou por Maria, ainda nos tempos em que ambos trabalhavam na cozinha da fábrica.“Namorávamos ali mesmo, no dia a dia do trabalho, e com o tempo cheguei a ser gerente geral da empresa”, afirmou.
Mesmo diante das dificuldades, ele conta que persistiu, buscou qualificação e tomou decisões importantes para o futuro do negócio.“Tive vontade de desistir várias vezes, mas continuei. Fiz vestibular, fui estudar, e quando percebi que a produção não atendia mais a demanda da Paraíba e de Pernambuco, pensei em montar a fábrica”, explicou.
O início da nova fase foi marcado por desafios estruturais, como o uso de fornos a lenha, que geravam problemas com fumaça e fuligem.“Fomos os primeiros a ter a ousadia de implantar o forno elétrico, e deu certo. Sempre prezamos pelo que consumimos, porque sabemos que o que é bom pra gente é bom para o outro”, ressaltou.
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Para Antônio Rodrigues, a relação com o cliente é parte essencial do crescimento da Marilima.“É gratificante receber os feedbacks. Interagir com o cliente é fundamental, porque crescemos junto com ele”, concluiu.
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