Economia

Ministro e o Master: “Podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país”

Da Redação*
Publicado em 13 de janeiro de 2026 às 17:37

banco master

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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Ao comentar o caso do Banco Master nesta terça-feira (13), o ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) afirmou que o Brasil pode estar diante da maior fraude bancária da história do país.

“O caso inspira muito cuidado. Podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país e temos que tomar todas as cautelas devidas”, afirmou Haddad em conversa com jornalistas na porta do ministério.

“Garantindo espaço para a defesa se explicar, mas sendo firmes em relação àquilo que tem que ser defendido, que é o interesse público”.

Ao ser questionado sobre a inspeção do TCU (Tribunal de Contas da União) no BC, o ministro afirmou que “toda transparência ajuda”, mas voltou a defender o trabalho do Banco Central e do presidente da instituição, Gabriel Galípolo, com quem disse estar em contato diário.

“O trabalho feito pelo Banco Central é tecnicamente muito robusto”, disse. “Falei com o presidente do TCU [Vital do Rêgo] algumas vezes ao telefone durante a semana passada [e] penso que houve ali uma convergência sobre como ajudar, como fazer o melhor para o país conhecer a verdade, apurar responsabilidades, eventualmente obter ressarcimento dos prejuízos causados.”

No mesmo dia em que o BC determinou a liquidação do Master, o presidente do banco, Daniel Vorcaro, foi preso pela Polícia Federal.

A denúncia que levou à prisão de Vorcaro fala em carteiras de crédito consignado que teriam sido fraudadas e vendidas para o BRB (Banco de Brasília). O esquema envolveu R$ 12,2 bilhões, segundo a Polícia Federal.

O BC também identificou um esquema que envolveu o uso de fundos de investimento que foram usados numa ciranda financeira bilionária. Essas operações movimentaram R$ 11,5 bilhões, de acordo com denúncia encaminhada ao Ministério Público Federal.

O BC suspeita que esses recursos estejam em nome de laranjas ligados ao dono do Master, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. A denúncia trata de atos que ocorreram entre julho de 2023 e julho de 2024, antes do esquema da venda das carteiras relatado na primeira denúncia que embasou a prisão de Vorcaro em novembro passado.

Haddad também lembrou dos aportes feitos pelo Banco do Brasil e pela Caixa Ecônomica Federal no FGC (Fundo Garantidor de Créditos) –que agora será responsável por honrar cerca de R$ 41 bilhões em dívidas do Master– e disse que, até por isso, o assunto é de interesse público.

Além disso, houve aplicações não seguradas pelo FGC, que trouxeram perdas diretas para os investidores –entre eles fundos de previdência de estados como Rio de Janeiro, Amapá e Amazonas.

*MARCOS HERMANSON/folhapress

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