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Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
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*Vídeo: ParaibaOnline
O diretor jurídico da Associação Comercial de Campina Grande (ACCG), Jurandi Eufrausino, avaliou que o comércio paraibano vive um cenário contraditório: enquanto a arrecadação cresce e bate recordes, o comércio de rua enfrenta queda no fluxo de consumidores e reclamações de crise. A análise foi feita durante entrevista à Rádio Caturité FM.
Segundo Jurandi, o comércio responde hoje por cerca de 23% a 24% da receita própria do Estado, mas grande parte desse volume é gerado pelo comércio eletrônico, que vem ganhando espaço de forma acelerada.
“O comércio paraibano é pujante, a arrecadação é crescente e os recordes são mês a mês. Ao mesmo tempo, encontramos ruas com poucos consumidores e lojistas tradicionais reclamando de crise”, destacou.
De acordo com ele, especialistas apontam que mais de 60% do ICMS arrecadado pelo comércio varejista já vem das vendas pela internet. “Dos cerca de 260 milhões de reais do ICMS do comércio varejista, mais de 60% vêm do comércio eletrônico. As empresas que esperam o consumidor no balcão estão pagando um preço alto”, afirmou.
Jurandi explicou que a lógica tributária favorece o e-commerce, já que a diferença de alíquotas entre estados garante arrecadação automática para a Paraíba quando a mercadoria é vendida de outros centros produtores, como São Paulo. “Quando um produto sai de São Paulo para a Paraíba, a diferença entre 7% e 20% de ICMS é garantida via nota fiscal eletrônica. O comércio eletrônico goza de vantagens que o lojista físico não tem”, pontuou.
Ao comentar a reforma tributária, Jurandi afirmou que o novo modelo pode beneficiar a Paraíba no consumo, mas traz desafios para o setor industrial. “Na reforma tributária, todo o imposto do consumo será do destino. Vamos ganhar no comércio, mas, do ponto de vista da indústria, seremos um estado de zumbis”, concluiu.
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