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Concurso e Emprego
Foto: Ilustrativa/Freepik
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O modelo de seleção para técnicos de universidades e institutos federais pode mudar radicalmente em breve.
Nesta terça-feira (17), a ministra Esther Dweck anunciou que o Ministério da Gestão estuda a viabilidade de um concurso público unificado para a educação federal, unindo as vagas de diversas instituições em uma única prova nacional para facilitar o acesso de candidatos em todo o Brasil.
A informação foi dada pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, nesta terça-feira (17), durante coletiva de imprensa.
Segundo a ministra, a proposta ainda está em estágio inicial de discussão entre o MEC (Ministério da Educação) e a Enap (Escola Nacional de Administração Pública).
A presidente da Enap, Betânia Lemos, disse que ainda há poucas informações sobre a proposta.
A ideia é que o certame seja parecido com o CNU (Concurso Nacional Unificado), conhecido como Enem dos concursos.
A hipótese foi mencionada após uma pergunta sobre a possibilidade de um “CNU para professores universitários”, algo que, segundo Dweck, é pouco provável, porque em geral são concursos muito específicos.
Apesar disso, o governo tem incentivado as universidades a agruparem vagas em editais únicos para permitir a aplicação da lei de cotas.
“Tradicionalmente, é uma vaga por área, o que torna impossível aplicar cotas”, disse.
A maior parte das vagas previstas recentemente no serviço público está concentrada na área educacional.
De acordo com os dados apresentados, foram criados 13,2 mil cargos para professores e 11,6 mil para técnicos administrativos da educação, principalmente para os institutos federais, mas também para universidades.
Durante a coletiva, Dweck reforçou que o governo não pretende realizar uma terceira edição do CNU em 2026.
A ministra explicou que não existe impedimento legal para a realização de concursos em ano eleitoral, mas há restrições para a nomeação de aprovados.
Segundo a legislação, apenas candidatos de concursos homologados até 4 de julho, três meses antes das eleições, podem tomar posse ainda no mesmo ano.
A continuidade do modelo dependerá do próximo governo. “Num eventual Lula 4, a probabilidade grande é de ter sim um CPNU 3, porque a nossa avaliação é que a política foi muito acertada e merece ser continuada”, afirmou.
A ministra também anunciou que o governo pretende convocar mais 1.860 candidatos aprovados no cadastro de reserva dos primeiros CNU.
Segundo ela, a nova chamada será feita para preencher vagas que ficaram abertas após as convocações anteriores.
Dweck afirmou que o cadastro de reserva do primeiro concurso, que inicialmente reunia cerca de 13 mil candidatos, já diminuiu significativamente após as convocações realizadas.
Com o CPNU 2, o governo formou um novo cadastro reserva com quase 8.000 candidatos.
A ministra ainda diz que o governo conseguiu reverter a tendência de queda no número de servidores federais.
Entre 2019 e 2022, foram registrados 10,8 mil ingressos e 55,3 mil aposentadorias, resultando em um saldo negativo de 44,5 mil servidores.
Já a partir de 2023, segundo o ministério, houve 19,4 mil ingressos e 16,5 mil aposentadorias, o que representa um saldo positivo de 2,8 mil servidores.
A expectativa do governo é que cerca de 70 mil servidores federais se aposentem até 2030.
Dados apresentados pela pasta também mostram que 48,4% dos aprovados nos concursos recentes são mulheres.
A participação feminina é mais expressiva em áreas como seguridade social e saúde, onde elas representam 72,7% dos aprovados, e no nível médio da saúde, com 68,5%.
Em outras áreas, no entanto, os homens ainda predominam, como desenvolvimento socioeconômico (81,1%), engenharia e arquitetura (74,2%), ciência e tecnologia (70,6%) e nível médio de regulação (68,8%).
*com informações de Gabriela Cecchin*
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