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Brasil
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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O presidente Lula (PT) afirmou que ninguém está acima da lei e que seu filho mais velho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, precisa se defender.
O petista concedeu entrevista neste domingo (23) à Rede Record.
“Todos nós somos obrigados a agir corretamente. Se alguém está agindo de forma equivocada, de forma errada, esse alguém tem que ser investigado. […] Isso vale para o meu filho, vale para qualquer pessoa. Ninguém está [acima da lei] se cometer erro”, afirmou Lula.
O presidente ainda ressaltou a independência da PF (Polícia Federal) para investigar Lulinha.
O filho do presidente foi apontado como beneficiário indireto da ação da lobista Roberta Luchsinger.
Ela atuou na busca de contatos políticos para facilitar a venda de um medicamento junto ao governo federal.
“Eu não sou um presidente que tenta proibir investigação. Eu não ameaço mandar ministro embora. Eu não ameaço punir delegado. Investigue-se. E todo mundo tem o direito de provar se é inocente. Se isso acontecer, eles serão perdoados”, disse Lula.
Um dos pilares da estratégia do PT sobre o caso Lulinha é ressaltar que a PF, no atual governo, tem liberdade para investigar.
A ideia é fazer uma contraposição ao governo Bolsonaro, que acumulou denúncias de interferência para proteger seus filhos, inclusive o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que agora concorre à Presidência.
“Se alguém cometeu erro e esse erro trouxe prejuízo aos cofres públicos, essas pessoas terão que pagar. […] Meu filho sabe se cometeu erro, ele vai ser julgado, vai ser punido ou vai ser inocentado. Mas ele tem que provar a inocência dele”, disse Lula.
Ex-assessor
Além de Lulinha, que atinge Lula na esfera familiar, o escândalo também bate à porta do Planalto.
Ex-chefe de gabinete do presidente, Marco Aurélio Ribeiro, o Marcola, também foi alvo da PF.
A suspeita é que ele tenha recebido vantagens indevidas, inclusive financeiras, para auxiliar Luchsinger.
O chefe de gabinete tinha a confiança de Lula, por vezes intermediando ligações, uma vez que o presidente não tem celular.
Marcola recebeu R$ 249 mil de Luchsinger numa operação descrita pelo ex-chefe de gabinete do presidente como um empréstimo pessoal já quitado.
Ele deixou o Planalto em junho para integrar a campanha de Lula, mas saiu da função após as investigações da PF virem à tona.
*Com informações de Folhapress
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