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Foto: Folhapress/divulgação
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A montadora chinesa BYD oficializou o lançamento do seu novo SUV médio Song Pro híbrido flex fuel.
O modelo marca uma virada histórica para a fabricante por ser o seu primeiro veículo no país com motor preparado para rodar tanto com etanol quanto com gasolina, além de contar com a propulsão elétrica.
Montado inicialmente no complexo industrial de Camaçari, na Bahia, utilizando componentes importados da matriz chinesa, o SUV é o fruto direto de um investimento de R$ 150 milhões realizado ao longo dos últimos dois anos.
O montante foi destinado inteiramente à pesquisa, calibração e desenvolvimento da tecnologia tricompartimentada adequada aos combustíveis brasileiros.
Com a novidade, a marca busca consolidar ainda mais sua liderança no mercado de eletrificados no Brasil, combinando a eficiência do motor elétrico com a praticidade e a pegada ecológica do etanol – uma das grandes demandas dos consumidores locais desde a chegada da BYD ao país.
A autonomia puramente elétrica do carro é de 60 km para o modelo GL e de 120 km para a versão topo de linha GS, informou o vice-presidente sênior da companhia chinesa, Alexandre Baldy.
O carro chega às concessionárias de todo o Brasil custando a partir de R$ 176.990.
O novo Song Pro Flex conta com algumas diferenças das linhas anteriores, como a presença de teto solar, que pode ser acionado por comando de voz.
Também foram adaptados todos os componentes do carro que têm contato com o etanol.
Financiamento
Outra novidade é uma parceria da BYD com o banco Santander que oferece condições diferenciadas para a compra e instalação de painéis solares.
Quem comprar o Song Pro Flex à vista ou financiado pelo Santander poderá adquirir um kit de energia solar da BYD, já instalado na residência, com pagamento em 36 vezes de R$ 512 (total de R$ 18.438) sem juros e sem entrada.
Fabricado na BYD em Camaçari, na Bahia, o novo carro também cumprirá a meta da empresa de utilizar mais de 50% de peças locais em todos os veículos produzidos no Brasil até janeiro de 2027, afirmou Baldy.
“É um projeto muito simbólico para a BYD”, disse ele.
“Foi desenvolvido pelas equipes de pesquisa e desenvolvimento do Brasil e da China. Foi a primeira relação em termos de experiência com as duas equipes, que desencadeou um projeto que é específico e exclusivo do Brasil”, acrescentou Baldy.
Inicialmente estabelecida no Brasil como montadora de unidades semidesmontadas (SKD), a BYD está fazendo a transição para a produção local visando cumprir as regulamentações brasileiras e transformar o Brasil em um polo de exportação regional.
A empresa já está adquirindo localmente componentes como pneus, e em breve iniciará a fabricação local de baterias, com outras peças produzidas em sua fábrica, que foi inaugurada em outubro de 2025.
Embora projetado para os consumidores brasileiros, o Song Pro Flex poderá eventualmente ser exportado para outros mercados, como a Índia, à medida que a adoção do etanol se espalha, salientou Baldy.
Fábrica na Bahia
A BYD está investindo R$ 5,5 bilhões em sua fábrica de Camaçari, onde espera produzir cerca de 180 mil carros neste ano.
A fábrica deverá fornecer cerca de 150 mil dos aproximadamente 200 mil veículos que a montadora espera vender no Brasil em 2026, ainda conforme o diretor da BYD.
Recorde
O mês de julho marcou o melhor desempenho mensal da fabricante chinesa no Brasil, com o BYD Dolphin GS liderando o mercado de varejo com 5.861 unidades, informou a empresa.
As vendas totais no Brasil no sétimo mês do ano atingiram 23.465 veículos, mais que o dobro das 9.680 unidades no mesmo período do ano passado, observou a empresa, acrescentando que já é a quarta maior montadora do Brasil, com 9,1% de participação de mercado.
Até o fim do ano, a marca projeta ter 300 concessionárias no país.
RAIO-X | BYD
Fundação: 1994
Sede: Shenzen (China)
Lucro líquido (1º tri de 2026): 4,1 bilhões de yuans (R$ 3,1 bi)
Presença: Mais de cem países
Funcionários: 869 mil em dezembro de 2025
Carros vendidos no mundo em julho de 2026: 419 mil
Principais concorrentes: Tesla, Volkswagen, Volvo
*Com informações de Eduardo Sodré/Folhapress
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